A Colecção das “Chapas Sínicas” é constituída por informações com grande valor para o estudo da história de Macau e da região e das relações entre o Ocidente e o Oriente
A Colecção das “Chapas Sínicas” é constituída por informações com grande valor para o estudo da história de Macau e da região e das relações entre o Ocidente e o Oriente

Mais de 3.600 documentos oriundos de Macau passaram a integrar o Programa Memória do Mundo da UNESCO na sequência de uma candidatura apresentada em conjunto pela região e por Portugal

 

Segundo a informação ontem divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), os mais de 3.600 documentos que integram a colecção “Chapas Sínicas”, do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, passaram a integrar a lista do Programa da Memória do Mundo da região Ásia-Pacífico.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comité do Programa da Memória do Mundo da Unesco para a Ásia-Pacífico na sua sétima reunião geral, na semana passada, no Vietname, revelou, por sua vez, o Instituto Cultural de Macau, num comunicado.

A Colecção das “Chapas Sínicas” é constituída por informações com grande valor para o estudo da história de Macau e da região e das relações entre o Ocidente e o Oriente.

No total, o comité adicionou mais 14 itens ao registo regional do Programa Memória do Mundo, segundo a informação disponibilizada pela UNESCO. Entre eles estão também os “arquivos e manuscritos do templo Kong Tac Lam de Macau (1645-1980)”.

Portugal e Macau decidiram apresentar em Outubro passado a candidatura conjunta ao registo da Memória do Mundo da UNESCO. Em causa estão os mais de 3.600 documentos que integram a coleção “Chapas Sínicas”, que faz parte do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

“Documentam e ilustram as relações luso-chinesas desenvolvidas entre o procurador do Leal Senado de Macau e as diversas autoridades chinesas, abrangendo cronologicamente um período entre 1693 e 1886”, explicou, na altura, o Instituto Cultural de Macau.

A candidatura resultou de um protocolo assinado entre o Instituto Cultural de Macau e a Direcção-Geral do Livro e Arquivo e das Bibliotecas de Portugal.

O programa Memória do Mundo, iniciado em 1992, tem como objectivo preservar a herança documental da Humanidade, e inclui actualmente perto de 350 arquivos de países de todo o mundo.

 

JTM com Lusa