O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) fez ontem saber que “reforçou os trabalhos de fiscalização em relação ao combate à corrupção eleitoral” desde que foi dado o ponto de partida para a propaganda eleitoral. Em comunicado, o CCAC relembra que devem ser declaradas todas as actividades que se “destinem à atribuição de benefícios” oferecendo, por exemplo, comidas, bebidas ou viagens gratuitas ou atribuindo subsídios dentro do período que arrancou a 2 de Setembro e termina amanhã. Estas actividades referem-se às praticadas pelas associações, que tenham uma relação específica com o candidato, ou aos candidatos. Em conformidade com as declarações das associações e dos candidatos, o CCAC tem vindo a realizar acções de fiscalização específicas sobre tais actividades, no sentido de verificar, por um lado, a “veracidade e a precisão das respectivas declarações” e, por outro, se tais “actividades envolvem propaganda eleitoral”, indica o CCAC. Recorde-se que, na edição de ontem, o Jornal TRIBUNA DE MACAU indicou que, de acordo com dados da Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), as principais associações de Macau, com ligações a vários candidatos, registaram mais de 60 actividades de atribuição de prendas, subsídios e mesmo bolsas de estudo.