O Governo canadiano elaborou uma proposta de lei que visa proibir a expulsão de passageiros de voos comerciais, depois da polémica causada pelo incidente de um indivíduo que foi retirado à força de um avião da United Airlines nos EUA. A declaração de direitos dos passageiros integra um pacote de revisão da lei do transporte, que também preconiza o aumento – de 25% para 49% – da participação estrangeira no capital das companhias aéreas. “Ouvimos os recentes relatos sobre maus tratos a passageiros, mas esses incidentes não serão tolerados no Canadá. Quando os canadenses compram uma passagem esperam que a linha aérea cumpra a sua parte do acordo”, sublinhou o ministro dos Transportes, Marc Garneau. O diploma, que se for aprovado pelo Parlamento entrará em vigor em 2018, define uma compensação mínima para os passageiros que voluntariamente cederem os seus assentos se houver “overbooking” nos voos, bem como para casos de bagagem perdida. Além disso, as companhias também deverão pagar pelos longos atrasos na pista, acomodar as crianças perto dos pais sem custos extra e desenvolver novos padrões para o transporte de instrumentos musicais.