José Rocha Diniz

José Rocha Diniz

Ontem reunida, a Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) debateu, entre outros assuntos, “o facto de parte da população ter recebido nos últimos dias informações, via SMS, de indivíduos ou entidades que alertam as pessoas para a necessidade de ir votar a 17 de Setembro”.

Segundo a tradução (em Macau é preciso este cuidado) o juiz Tong Hio Fong, que preside à Comissão, realçou que “se calhar [isso- mandar mensagens] não representa nenhuma ilegalidade, mas também não vamos encorajar” e explicou que “a Lei Eleitoral tem de defender o princípio da justiça e, mesmo que nesta fase uma situação não constitua uma irregularidade, para defender o princípio da igualdade, as pessoas devem evitar essas acções”.

De imediato veio-me à cabeça uma declaração inesquecível do Patriarcado de Lisboa sobre a vigília pela Paz  em fins de 1972, na Capela do Rato, em Lisboa, que o Patriarca não desautorizou, mas também não apoiou.

Numa declaração que cito de memória, Sua Iminência “reconhecendo aos participantes o direito de se reunirem naquele santo lugar, criticava-os por o encontro ter alegados fins políticos” e deste modo concluiu por “reconhecer à polícia o direito de invadir a igreja para terminar com a vigília pela Paz, ao mesmo tempo que criticava os agentes por terem distribuído bordoada a torto e a direito, levando presos muitos dos presentes”.

Tudo muito claro, como se vê…