É preciso libertar o pensamento, pautado e dirigido pelos fundadores da tradição cultural (o que os nossos antepassados pensaram, investigaram e criaram) e pelas estruturas mentais restringidas pela lógica do verdadeiro/falso, porque limita e reduz outras possibilidades de pensar e conceber a realidade.

Uma visita ao Museu do Oriente ajuda!!!

Libertar o pensamento é por em funcionamento outros modos de pensar, que não limitem a mente a reproduzir a realidade percepcionada. Para que o pensar seja livre, há que soltar-se dos conteúdos e conhecimentos elaborados e transmitidos por outros através de livros, aulas e meios de comunicação. Para libertar e cultivar uma mente livre é preciso pensar inovadoramente: ver as coisas como mutáveis. Pensar lateral e divergentemente é dar-se conta de que as coisas não são necessariamente verdadeiras ou falsas, boas ou más: existem muitas outras facetas e pontos de vista. Pensar imaginativa e fantasticamente. Pensar nas coisas como imagens e supor que essas imagens são moldáveis, podem alterar-se, misturar-se com outras, gerar outras realidades.

Viajar com uma criança ajuda!!!!

Pensar em liberdade é superar a realidade superficial imposta. É procurar um sentido radical para ir ao fundo e à raiz das coisas para aprofundar e explorar as dimensões mais complexas e desconhecidas da realidade.

Perceber o conceito de “morte” no México ajuda!

Pensar a partir do símbolo, hermenêuticamente, sem medos, tabus ou preconceitos.

Amar incondicionalmente é necessário!

Pensar a língua no feminino, pelo menos uma vez, ajuda!

 

A Sacerdotisa celebra

A Papisa abençoa

A Fada põe a virtude

A Maga mexe o caldeirão

O Sagrado Feminino nasce

Sujeito, verbo, complemento?

Com que sintaxe?

Pessoa

Acção

Escolha

A gramática da vida muda

O feminino pré-estutura a vida

Adivinha

Metáfora

Ovo

Vestido do sol e da lua

Mistério

Mulher

 

Pensar em libertar é romper as amarras do pensamento herdado dos outros, para pensar por si mesmo, criar novos conceitos e poder ser autenticamente livre e autónomo. É criar pontes entre o Oriente e o Ocidente! Criar pontes entre os céus dos pintores e dos escritores, entre planetas!

Oxalá aconteça em 2018! Bom ano!

 

* Doutorada em Ciências da Educação pela Universidade do Porto e Professora Universitária, com Agregação em Psicologia da Arte. Escritora e Pintora, publicou diversos livros académicos, sobre Hermenêutica, Simbólica, Psicologia da arte, imaginativa onírica e novas pedagogias.