José Rocha Diniz

José Rocha Diniz

Um destes dias na Assembleia Legislativa ao continuar a sua cruzada contra a reeleição do Chefe do Executivo (cruzada recente porque há uns meses considerava-a como boa) um deputado argumentou que a falta de interesse da população sobre a reeleição estava no facto de haver um único candidato.

É um interessante tema para reflexão. Muitos são os que pensam, na realidade, que a existência de mais do que um candidato seria um factor de animação para este final de Verão.

Ora no que concerne à eleição de Chefe do Executivo da RAEM, a existência de um único candidato tem sido a prática. Só na primeira eleição, apareceu o bancário Stanley Au a disputar o acto com Edmund Ho e não me recordo que o interesse da população fora dos círculos políticos tenha sido por aí além.

A verdade é que a “menorização” política de um acto eleitoral, pelo facto de existir um único candidato remete-nos para caminhos perversos. O normal em Macau é as Associações, sejam cívicas, profissionais ou empresariais, viverem à conta de “listas únicas” e nunca a sua credibilidade foi posta em causa. Se agora isso serve de argumento para crítica, muita gente será atingida.

Ou como aconselha um ditado português: “não convém cuspir para o ar”. Para além de feio…“pode cair-te em cima”.