HÁ 20 ANOS

Há 20 Anos

 

VISTOS PARA PORTUGAL

SERÃO MAIS FÁCEIS

Portugal vai iniciar em Macau, a 6 de Janeiro, a emissão de vistos para a Europa Comunitária e para o espaço Schengen, disse o director do Gabinete Instalador do Consulado-Geral de Portugal no Território, Carlos Frota. Em declarações à Lusa, Carlos Frota indicou que os vistos poderão ser obtidos por cidadãos estrangeiros residentes ou não em Macau, desde que “o destino principal da viagem ou a etapa de maior duração seja Portugal”. “Um cidadão estrangeiro que pretenda visitar a Alemanha e depois Portugal, pode obter o visto em Macau desde que o tempo que vai permanecer em Portugal seja o de maior duração”, sublinhou. O director do Gabinete Instalador do Consulado-Geral de Portugal indicou também que “os não-residentes em Macau só poderão obter os vistos no Território apenas nos casos em que estejam impossibilitados de o fazer no local da sua residência habitual”. Carlos Frota disse ainda que a obtenção dos vistos será feita nas instalações do Gabinete Instalador do Consulado-Geral de Portugal em Macau. O espaço Schengen, criado em 1985 e do qual Portugal faz parte desde 1993, prevê a supressão gradual das fronteiras entre os países membros – Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Espanha. A emissão de vistos a estrangeiros é uma das competências atribuídas ao Gabinete Instalador do Consulado-Geral de Portugal em Macau, que tem ainda como missão preparar a estrutura consular que funcionará depois de 20 de Dezembro de 1999. A República Popular da China já possui um serviço de emissão de vistos para estrangeiros em Macau desde 11 de Dezembro de 1991.

 

WANG QIREN OPTIMISTA

QUANTO À TRANSIÇÃO

O representante da China em Macau, Wang Qiren, considerou que “a nova era” que se vai viver em Hong Kong após Julho de 1997 terá reflexos favoráveis para Macau no período de transição até Dezembro de 1999. Numa declaração publicada pelo jornal “Ou Mun”, o director da delegação local da agência Xinhua disse ainda que Hong Kong será igualmente um “bom modelo” para Macau. Wang Qiren afirmou-se também certo de que “as pequenas divergências existentes entre Portugal e a China” sobre Macau “serão resolvidas através de consultas (…) e consensos”. O representante local da China defendeu que, com a abertura do aeroporto internacional, “Macau deve utilizar as suas condições geográficas favoráveis para ligar os grandes mercados internacionais ao continente chinês e (…) desenvolver a sua economia”. Wang Qiren sugeriu que deve ser adoptada uma ainda maior política de abertura ao investimento estrangeiro, aumentar a produtividade e simplificar os procedimentos administrativos de modo a que a situação económica de Macau melhore e implique “prosperidade para a população do território”.