HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Rocha Vieira considerou ao discursar na cerimónia comemorativa do Dia Nacional da China, que aquele país vive um período de “grande dinamismo e afirmação” que beneficiará o futuro de Macau. “Há presentemente abundantes sinais de que a China moderna se prepara activamente para desempenhar na cena internacional do próximo século um papel de maior relevo, compatível com as suas dimensões demográfica e geográfica e o seu passado histórico”, disse. “É este um clima bastante propício para o futuro de Macau, que se prepara também intensivamente para entrar numa nova fase da sua história”, afirmou Rocha Vieira. Rocha Vieira considerou que a defesa dos interesses de Macau, no quadro da sua autonomia, “encontra o espaço certo da sua objectivação numa dimensão mais integrada na zona económica do Delta do Rio das Pérolas”, tendo em conta “os ventos de mudança que sopram internacionalmente” e a “situação específica” do Território. “Numa sociedade internacional e multilateral, onde os factores de globalização tornam desvantajosas as pequenas escalas, importa articular quadros de interesses suportados por espaços económicos mais alargados, como tem vindo a ser feito para “Macau”, sublinhou. O Governador disse ainda que as “profundas transformações” operadas em Macau no período de transição em “praticamente todos os domínios da ordem estrutural e institucional do Território” constituem “verdadeiros desafios” cujas “respostas terão, contudo de aguardar alguns anos para serem convenientemente avaliadas”.

 

A PESCA EM MACAU APRESENTADA EM LISBOA

“A pesca em Macau e no sul da China”, é o tema de uma exposição patente a partir de hoje na Missão de Macau, em Lisboa, que dará a conhecer as crenças e costumes daquele povo e poderá percorrer localidades do litoral português. A exposição reúne quase duas centenas de fotografias a cores alusivas às actividades e vivências das comunidades piscatórias, em Macau e no sul da China, distribuídas por dez temas. Tipos de embarcação, arte de pesca, vida a bordo, actividade comercial, traje, religião, ano novo chinês, festividades do dragão embriagado e do barco-dragão, e locais da China são os temas abordados. Um altar chinês com divindades e antepassados, juncos, tabuinhas de adivinhação, arroz glutinoso, bolo dinheiro, trajes, redes, armadilhas e agulhas são alguns dos trinta objectos que acompanham as fotografias. A apresentação conta ainda com dois filmes alusivos e vai estar patente ao púbico na Missão de Macau em Lisboa até 31 de Outubro.