HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Stanley Ho anunciou que pediu autorização ao governo de Macau para lançar um Totobola e disse esperar que o mesmo possa iniciar-se no fim de Janeiro de 1998. Stanley Ho, pretende basear o Totobola no futebol europeu muito popular na Ásia, e permitir apostas através do telefone em toda a região asiática. O magnata, um dos principais sócios da empresa que possui o monopólio do jogo em Macau – Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) – indicou que já está à procura do local onde funcionará a sede do Totobola em Macau. Rocha Vieira disse que ainda não conhecia a proposta de Stanley Ho, mas frisou que têm de ser estudados todos os aspectos positivos da mesma, em termos económicos e sociais, ao mesmo tempo que se reflectirá nos aspectos negativos que o jogo traz ao Território, numa clara referencia à criminalidade organizada. De acordo com as últimas estatísticas divulgadas, a STDM pagou 3,8 mil milhões de patacas em impostos ao governo de Macau, referentes aos primeiros oito meses de 1997, o que representou um aumento de 14 por cento em relação a igual período de 1996. O governo de Macau recebeu em 1996 cerca de 4,9 mil milhões de patacas em impostos provenientes da STDM e referentes aos jogos de fortuna e azar.

 

TV CHINESA PREPARA FILMES SOBRE MACAU

A televisão chinesa vai realizar uma série de doze documentários sobre Macau e as relações luso-chinesas, com filmagens em Portugal e no Território. São “programas didácticos”, com 50 minutos de duração, o primeiro dos quais irá para o ar dia 20 de Dezembro de 1998, exactamente um ano antes de a administração de Macau passar para a China, precisou Afonso Camões, director do Gabinete de Comunicação Social de Macau (GCS). Afonso Camões terminou no fim-de-semana uma visita a Pequim a convite do Gabinete de Informação do Conselho de Estado Chinês (o executivo do governo central), acompanhado por vários quadros superiores ao GCS. Foi a primeira visita do género e visou “institucionalizar contactos directos” entre os dois organismos, realçou Afonso Camões, o único português que ainda ocupa cargos de chefia no gabinete de Comunicação Social de Macau. “Ouvimos em toda a parte manifestações de confiança sobre a forma como decorre o processo de transição em Macau e a reafirmação do empenho chinês em proteger os interesses portugueses depois de 1999”, disse o director do GCS. Afonso Camões revelou também que o GCS está a patrocinar um concurso de reportagens sobre Macau organizado pela Rádio China Internacional e aberto a todos os jornalistas e ouvintes daquela estação.