HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

À sua chegada a Macau, proveniente de Tóquio, onde proferiu uma conferência na qualidade de presidente da Comissão Mundial Independente sobre os Oceanos, Mário Soares manifestou-se “muito satisfeito” por voltar “a ver o Território mais uma vez” e por ir encontrar-se com o chefe do executivo de Hong Kong, Tung Chee-hwa. Mário Soares anunciou igualmente que irá aproveitar o encontro de sexta-feira com Tung Chee-hwa para o convidar a visitar a Expo’98 onde os Oceanos serão o tema central. Sobre a transferência de Hong Kong, à qual não pôde estar presente “por compromissos de calendário”, Mário Soares sublinhou que, por aquilo que tem visto, “tudo se passou na melhor ordem, de uma maneira simpática e as questões estão a decorrer com normalidade”. “Não há nenhum sintoma que nos leva a pensar que há qualquer coisa que não estivesse programada ou que não tivesse sido prevista”, disse, assinalando também que a transição de Hong Kong “está a correr bem e é natural que corra” já que esse “é o interesse da China, do mundo e da região”. Referindo-se à sua visita de dois dias ao Território, Mário Soares disse que estará, no que se refere ao processo de transição de Macau “de olhos abertos” nos contactos que vai manter com o governador Rocha Vieira e com alguns amigos. O ex-chefe de Estado preferiu também não comentar a crise socialista entre Manuel Alegre e Francisco Assis, mas indicou que o processo lhe pareceu “algo muito artificial”. Mário Soares, que regressa sexta-feira a Portugal, está acompanhado do professor Mário Ruivo, que exerce o cargo de coordenador da Comissão Mundial Independente dos Oceanos.

 

WANG QIREN TAMBÉM QUER REFORÇO NO COMBATE

O responsável da China em Macau, Wang Qiren, disse haver necessidade de impedir que os problemas da criminalidade “afectem a transição tranquila” da administração do Território para Pequim a 20 de Dezembro de 1999. “A população de Macau não quer que estes acontecimentos afectem a transição, a economia e a vida das pessoas”, disse o responsável pela agência Xinhua em Macau. Wang Qiren considerou que os actos de criminalidade no Território “não só afectam a economia mas também a segurança da população, no seu dia-a-dia, e a harmonia e paz social”. O responsável chinês reconheceu que o governo de Macau “tomou já medidas importantes para enfrentar o problema”, levando a uma melhoria da situação” mas apelou para que “seja tomada ainda maior atenção ao combate à criminalidade de modo a garantir a segurança no Território”.