HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Rocha Viera considerou, na sua tradicional mensagem de Ano Novo, que 1998 será um ano “decisivo” no processo de transferência da Administração de Macau para a China. “O ano de 1998 será o ano da conclusão e da consolidação da maior parte das tarefas de transição e por conseguinte tornar-se-ão mais evidentes as amplas possibilidades que se abrem a Macau e a todos os seus habitantes”, afirmou. Rocha Vieira aproveitou a ocasião para transmitir à população “uma mensagem de franco optimismo e confiança quanto ao futuro de Macau”, mas admitiu que será necessário enfrentar dificuldades e que “algumas delas são impossíveis de evitar”. No entanto, sublinhou que “se continuarmos a manter, como até aqui temos conseguido, a unidade essencial da nossa entidade colectiva, ultrapassaremos seguramente todos os obstáculos que se nos oponham”, procurando “constantemente as soluções  certas” através do “consenso e da concertação, no exercício dos direitos e deveres democráticos”. O Governador referiu não ter dúvidas de que o investimento realizado até agora “terá um retorno muito compensador num futuro breve, em termos de um processo económico  e de um desenvolvimento social que a todos beneficie”.

 

NOVO ANO FOI RECEBIDO EM FESTA

Com duas animadas festas ao ar livre promovidas pelo Leal Senado e pela Câmara Municipal das Ilhas, e muitas outras celebrações, em hotéis, clubes e casas particulares, a passagem de ano foi celebrada em Macau com alegria e ruído, mas sem incidentes ou desastres. Artistas locais, mas também da China e Hong Kong animaram as festas “camarárias”, que encheram por completo o largo do Leal Senado e levaram muitas centenas ao vasto espaço em frente do Hipódromo da Taipa, com muito vinho espumoso a circular pela multidão eufórica. O bom tempo colaborou nas celebrações e muitos dos que participaram foram depois gastar o resto da madrugada nos numerosos locais nocturnos em que se festejava a chegada do novo ano. Contudo, e como acabou a (desagradável) tradição de atirar para a rua com as velharias, a cidade acordou no primeiro dia do ano razoavelmente limpa e mesmo especialmente tranquila, porque eram poucos os madrugadores, depois de uma noite de farra, que para alguns se prolongou até ao amanhecer. Hoje já foi dia de trabalho, mas em ritmo algo lento, porque tanto nos serviços como nas empresas, houve muita gente que pediu folga nesta sexta-feira, aproveitando ao máximo este período de semi-férias.