HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Antes de partir para o Brasil, Rocha Vieira sublinhou que o objectivo da sua viagem passa pela sensibilização “dos empresários e das autoridades brasileiras para a circunstância de Macau se situar junto à província chinesa de Guangdong, que regista grandes índices de desenvolvimento”. “Quando o presidente Fernando Henrique Cardoso visitou Macau, mostrou interesse em aprofundar relações com o Território dentro da política que o Brasil tem de aproximação à República Popular da China”, referiu. “São dois grandes países e Macau é um pequeno ponto”, disse Rocha Vieira, que sublinhou que o Território não pretende “substituir qualquer ligação existente entra a China e o Brasil”. “Mas se Macau puder ser uma alternativa desse processo (de aproximação) entre dois grandes países julgo que será da maior utilidade para o Território”, disse. Rocha Vieira considerou ainda que o mercado brasileiro poderá ser “interessante para os empresários de Macau”. O Governador, que viaja acompanhado do secretário-adjunto para a Coordenação Económica, Vítor Pessoa, e de uma missão empresarial macaense, será recebido no dia 28 de Abril, em Brasília, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. No mesmo dia, o Governador manterá encontros separados com os ministros da Indústria, Comércio e turismo e das Relações Exteriores, Francisco Dornelles e Luiz Felipe Lampreia, respectivamente. O programa oficial da visita inclui ainda deslocações a S. Paulo e Salvador. A título privado, o governador de Macau visitará Angra dos Reis. Rocha Vieira manterá igualmente contactos com os governadores do Rio de Janeiro, onde participará, no dia 22 de Abril, na sessão solene do Dia da Comunidade Luso-Brasileira. Ainda no Rio de Janeiro, Rocha Vieira visitará o Real Gabinete Português de Leitura e a exposição “O Ensino Superior em Macau”, inaugurada recentemente durante uma recente deslocação ao Brasil do secretário-adjunto para a Administração, Educação e Juventude, Jorge Rangel.

 

BALANÇA COMERCIAL COM SALDO POSITIVO

A balança comercial de Macau registou um saldo positivo de 108 milhões de patacas nos primeiros dois meses de 1997. Em função daquele valor, a taxa de cobertura das exportações sobre as importações passou de 101,4% nos primeiros dois meses de 1996 para 105% no período homólogo de 1997. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), as exportações de Macau entre Janeiro e Fevereiro de 1997 ascenderam a 2,3 mil milhões de patacas, o que representa um acréscimo nominal de 10,5% em relação ao mesmo período de 1996. Entre Janeiro e Fevereiro deste ano, as importações de Macau cifraram-se em 2,2 mil milhões de patacas, correspondendo a um aumento de 6,7% comparativamente ao período homólogo de 1996.