HÁ 20 ANOS
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REUNIÃO DO GLC

TERÇA E QUARTA-FEIRA

O Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês (GLC) reúne-se, em Macau, nos próximos dias 18 e 19 no primeiro encontro após a visita que Jorge Sampaio efectuou à República Popular da China. A questão da nacionalidade, a revisão do contrato de jogo da STDM, a Fundação Oriente (FO) e a criação de uma nova fundação para receber as verbas anteriormente atribuídas à FO são temas a abordar no encontro. As instalações consulares de Portugal em Macau, após 20 de Dezembro de 1999, a escola portuguesa que vai funcionar após a mesma data e as três grandes localizações (função pública, língua e leis) fazem igualmente parte da agenda de trabalhos da 28ª reunião do GLC. “A visita do presidente Jorge Sampaio a Pequim e os contactos então efectuados com os dirigentes chineses poderão acelerar e desbloquear alguns dos dossiers que se têm vindo a discutir há longos meses sem quaisquer resultados concretos”, disse uma fonte diplomática à Lusa. A reunião plenária do GLC esteve marcada para 4 de Março mas os embaixadores Santana Carlos e Guo Jiading, respectivamente, chefes da parte portuguesa e chinesa do GLC, acordaram no seu adiamento para depois da visita do Presidente Jorge Sampaio à República Popular da China. A última reunião plenária do GLC – órgão de consulta entre os governos de Portugal e da China sobre o período de transição de Macau – decorreu no final de Outubro de 1996, em Pequim.

 

EUA VÃO MANTER RELAÇÃO

AUTÓNOMA COM A RAEM

Os Estados Unidos vão manter uma “relação autónoma” com Macau depois da transferência da administração do Território para a China, disse o cônsul-geral norte-americano em Hong Kong. “Actuando Macau de maneira autónoma, manteremos também uma relação distinta e autónoma com Macau”, afirmou Richard Boucher. O diplomata garantiu que “os Estados Unidos querem (depois de 1999) manter um relacionamento separado, sem submergir Macau no contexto mais vasto das relações com a China”. Richard Boucher, que é o representante diplomático de Washington acreditado em Macau, disse que depois da transferência de soberania os Estados Unidos pretendem manter Macau como “um parceiro responsável” em áreas como o comércio e a aplicação das leis. “O espírito de cooperação da população de Macau e dos governos de Portugal e da China é um bom augúrio para o futuro”, disse Richard Boucher, durante um encontro com empresários locais organizado pelo World Trade Center de Macau. O diplomata norte-americano destacou a cooperação efectiva que tem existido entre as autoridades dos Estados Unidos e o governo de Macau em áreas como o combate ao tráfico de droga e a falsificação de notas, e considerou que os esforços do Território no desenvolvimento de infra-estruturas têm vindo a criar oportunidades crescentes para o relacionamento económico bilateral.