HÁ 20 ANOS
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RAMOS-HORTA VEM

DOIS DIAS A MACAU

José Ramos-Horta, co-laureado com o Prémio Nobel da Paz, anunciou que se deslocará a Macau a 12 de Janeiro, no âmbito de uma digressão pela região Ásia-Pacífico, e a Lisboa em Fevereiro. “Fui convidado pela comunidade timorense em Macau para visitar o Território, devendo também apresentar cumprimentos de cortesia ao Governador e à presidente da Assembleia Legislativa”, disse Ramos-Horta à Lusa em Sidney. O representante no exterior do Conselho Nacional da Resistência Maubere permanecerá dois dias em Macau e seguirá depois para Hong Kong, onde deverá proferir uma conferência no Clube de Correspondentes Estrangeiros da colónia britânica, a 14 de Janeiro. No âmbito do seu périplo pela região Ásia-Pacífico, que considerou “muito importante”, Ramos-Horta tem igualmente previstas deslocações ao Japão, Filipinas, Nova Zelândia e a diversas cidades australianas. “A minha preocupação é, sobretudo, sensibilizar a opinião pública, consolidar os ganhos em termos de opinião pública nos últimos anos e, se possível, apelar para algum diálogo com os governos da região, nomeadamente os do Japão e Filipinas”, sublinhou. Ramos-Horta partirá a 6 de Janeiro para uma visita de cinco dias ao Japão, onde realizará conferências de imprensa nas cidades de Tóquio, Sendai e Osaca. O dirigente timorense deverá também proferir uma palestra no Sindicato dos Professores do Japão, bem como manter contactos com deputados e líderes de organizações não-governamentais nipónicas. “Ainda não há confirmação quanto ao nível de contactos que manterei com o governo japonês, visto que o respectivo ministro dos Negócios Estrangeiros partirá de Tóquio no dia da minha chegada”, referiu. “A função desta visita é conseguir aumentar o conhecimento da questão de Timor-Leste no Japão, apesar de sabermos que o último país a alterar a sua actual postura seria sempre o Japão”, acrescentou.

 

JUDICIÁRIA PRENDE

MAIS DOIS AGIOTAS

A Polícia Judiciária de Macau apresentou ao Juiz de Instrução Criminal dois indivíduos naturais de Hong Kong, alegadamente relacionados com agiotagem, disse o subdirector da corporação, José Cruz. Segundo ele, os dois indivíduos, ambos de apelido Lei, foram detidos durante uma operação realizada pela PJ num apartamento situado na rua Marques de Oliveira. Os agentes da Judiciária apreenderam no local “vários pares de algemas, fita adesiva, um martelo, correntes e uma máquina fotográfica que era utilizada para fotografar as vítimas e fazer chantagem com as respectivas famílias”. Na operação, foram ainda resgatados dois indivíduos naturais de Macau aos quais os agiotas exigiam quantias na ordem das 35 mil patacas e das 170 mil patacas depois de lhes terem emprestado, respectivamente, 20 mil patacas e 120 mil patacas.