HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

A autonomia, a identidade, e a utilização de Macau como plataforma regional foram consideradas por Rocha Vieira como os três pilares para o sucesso de Macau no futuro. “Depois de 440 anos de administração, Portugal pode dizer que conseguirá deixar um Território onde existe uma situação de direito, onde se respeitam as liberdades e garantias individuais dos cidadãos, onde existe democracia e vale a pena viver”, disse ao usar da palavra, no Clube Português do Benelux. A presença de Rocha Vieira neste clube segue-se a outras visitas de personalidades como Jorge Sampaio, António Guterres, Sousa Franco e Ramos Horta, que também ali discursaram recentemente. O Governador de Macau salientou a uma audiência de cerca de uma centena de convidados que em Dezembro de 1999 “Portugal deixa também uma plataforma disponível e útil para os interesses ocidentais e a garantia de que os portugueses podem disfrutar legitimamente as imensas oportunidades que se desenvolvem naquela parte do mundo”.

 

TAP SEM VOCAÇÃO PARA VOAR NA ÁSIA

O presidente da TAP, Manuel Ferreira de Lima, admitiu em Bruxelas, a supressão dos voos da companhia entre Lisboa e Macau, com escala em Banguecoque, considerando que a ligação carece de interesse comercial para a transportadora aérea nacional. “Deveremos ter de acabar com a ligação a Banguecoque (e por consequência a Macau), pois não temos capacidade para desenvolver muitos destinos, nomeadamente para a Ásia”, disse Ferreira de Lima, na conferência de imprensa que assinalou a celebração de um acordo comercial entre a TAP e a Sabena, relativo a partilha de tráfego nas ligações Lisboa-Bruxelas e vice-versa. A TAP efectua actualmente dois voos semanais para Macau, com escala em Banguecoque, com os quais a empresa perde, em média, cerca de 60 mil contos por semana. “Cada voo dá um prejuízo na ordem dos 30 mil contos”, disse a jornalistas portugueses um director da TAP presente na cerimónia de assinatura do acordo. O mesmo responsável considerou que a alternativa mais viável, em termos económicos e comerciais, é passar a assegurar a ligação a Macau em associação com outra companhia europeia vocacionada para destinos na Ásia, como por exemplo a Swissair.