HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Rocha Vieira admitiu, ao regressar a Macau após a reunião do Conselho de Estado, compreender a “ansiedade” da China sobre a localização de quadros, mas rejeitou quaisquer formas de pressão para acelerar o processo. “Não é através de pressões que nós conseguimos mais resultados, é através de uma cooperação construtiva”, afirmou o Governador, ao comentar declarações proferidas esta semana pelo director do gabinete do conselho de Estado chinês para os assuntos de Hong Kong e Macau, Lu Ping, sobre a localização de quadros e segurança no território. Sublinhando que o processo de transição em curso é um projecto conjunto, que tem por suporte a Declaração Conjunta assinada em 1987 por Portugal e pela China, Rocha Vieira assegurou que o governo local está empenhado na localização, mas considerou que o processo tem o seu “ritmo próprio”, tendo em conta a eficiência da Administração Pública. Rocha Vieira, que participou na reunião do Conselho de Estado, em que foi abordado o processo de transição em Macau, disse também ser necessária a “cooperação efectiva” das autoridades da região em matéria de segurança do Território. “O governo de Macau está mais preocupado do que ninguém com as questões de segurança e de estabilidade no Território, mas julgo que todos têm de compreender que, num território como Macau, nós precisamos da cooperação efectiva de todas as autoridades da região sobre esta matéria”, disse Rocha Vieira. O director do gabinete do Conselho de Estado chinês para os Assuntos de Hong Kong e Macau, Lu Ping, considerou na segunda-feira, em Pequim, que se as condições do processo de localização no território “não melhorarem o mais depressa possível, isso afectará a suave transferência de poderes”, em 1999. Lu Ping, que é também membro do Comité Central do Partido Comunista chinês, apelou também para que o governo de Macau “tome medidas concretas para rectificar a situação” no Território em matéria de segurança.

 

OUTRO HOMICÍDIO DESTA VEZ NA TAIPA

Um indivíduo de etnia chinesa foi morto a tiro no parque de estacionamento de um complexo habitacional na ilha da Taipa. A vítima foi alvejada à queima-roupa com três tiros disparados por um indivíduo que seguia como “pendura” numa motorizada quando se preparava para entrar numa viatura estacionada no local. O ataque ocorreu cerca das 18:00 e o autor dos disparos fugiu juntamente com o cúmplice. Fontes policiais disseram à Lusa que a vítima, que era proprietária de uma relojoaria, “estava ligada a associações secretas de Macau”. As polícias de Macau lançaram de imediato uma série de operações “stop” em Macau e nas ilhas na tentativa de deter os atacantes. Desde Janeiro do corrente ano já foram assassinadas nove pessoas em Macau.