HÁ 20 ANOS
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“MANIF” JUNTO AO PALÁCIO

PARA RECORDAR SITUAÇÃO

Efectivos da PSP de Macau dispersaram cerca de 1500 pessoas que se manifestaram a favor da regularização das crianças chinesas que se encontram ilegalmente no território. Os manifestantes dispersaram depois de quatro dos seus representantes terem entregue a uma funcionária do Palácio do Governo uma petição, dirigida ao Governador, onde solicitam a resolução da situação de pelo menos 1173 crianças. A situação de ilegalidade decorre, em alguns casos, do facto de as crianças terem entrado em Macau sem a devida autorização de saída da China, emitida pelas autoridades daquele pais, ou de terem excedido o período legal de permanência no território. Na manifestação que decorreu na Praia Grande, junto ao Palácio do Governo, participaram centenas de crianças, que aparentavam ter menos de dez anos de idade e que usavam uniformes escolares. As crianças, cujos pais residem legalmente em Macau, empunhavam cartazes em que pediam que lhes seja concedida autorização para estudar no território. A maioria daquelas crianças frequentou a sala de estudo “Kong Hoi”, situada na zona norte da cidade, que foi encerrada em Março de 1996 por funcionar como escola, apesar de os seus proprietários não serem titulares da respectiva licença emitida pelos Serviços de Educação. A manifestação foi devidamente autorizada na sequencia de um pedido nesse sentido feito pelos respectivos organizadores. Durante a mesma registaram-se pequenas escaramuças entre agentes policiais e alguns indivíduos que tentaram desobedecer a ordem para dispersar. Uma fonte da polícia disse que nenhum dos manifestantes foi detido. A delegação local da Xinhua divulgou um comunicado, a propósito da manifestação, em que afirma que o caso das crianças a residir ilegalmente no território terá de ser resolvido de acordo com as leis de Macau e da China.

 

COORDENAÇÃO DE ESTRUTURAS

DISCUTIDA EM PEQUIM

O funcionamento da Comissão de Coordenação de Infra-estruturas Portugal-China (CCIPC) vai ser discutido amanhã em Pequim pelos chefes das delegações dos dois países, revelou à Lusa uma fonte oficial. De acordo com a mesma fonte, a CCIPC foi criada no final de 1996, tendo o Ministério português dos Negócios Estrangeiros indigitado os elementos da delegação portuguesa em Janeiro deste ano. A CCIPC é um órgão conjunto entre Portugal e a China e “tem apenas poderes consultivo e de opinião”, disse a mesma fonte. A delegação portuguesa é chefiada por Leonel Miranda, coordenador do Gabinete de Planeamento e Cooperação da Administração de Macau e integra também um diplomata da embaixada de Portugal em Pequim, bem como o director dos Serviços de Obras Públicas e Transportes de Macau, Manuel Pereira, e Domingos Fezas Vital, assessor diplomático do Governador.