HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

 

Um alto funcionário chinês garantiu que Pequim não antecipará a criação do Comité Preparatório de Macau pós-99, como aconteceu com Hong Kong devido às divergências com a Grã-Bretanha, mas disse que “alguns preparativos devem começar mais cedo”. “Embora tenhamos ainda dois anos e meio e Macau seja pequeno, o tempo é muito apertado (…). Macau não é Hong Kong e tem características próprias, mas algumas questões são tão complexas como as de Hong Kong”, afirmou o director do gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Hong Kong e Macau, Lu Ping. Lu Ping, também membro do Comité Central do Partido Comunista chinês, falava numa sessão comemorativa do décimo aniversário da Declaração Conjunta sobre Macau e do quarto aniversário da Lei Básica. O Comité Preparatório da futura Região Administrativa Especial de Macau , considerado por alguns observadores como uma espécie de governo sombra, será o organismo encarregado de escolher o primeiro executivo chinês do território. Lu Ping reconhece que o assunto suscita “larga preocupação”, mas salientou que o trabalho do referido Comité “é muito importante para cumprir a Lei Básica de Macau”. Sem precisar datas, Lu Ping disse que a criação do referido Comité “vai ser posta na agenda”. “A diferença com Hong Kong é que não será preciso criar um Comité Preparatório preliminar”, salientou Lu Ping. De resto – precisou – o “princípio é o mesmo” e “a experiência de Hong Kong poderá servir para Macau”. O Comité Preparatório preliminar da Região Administrativa Especial de Hong Kong foi criado em 1993, depois de a China e Grã-Bretanha terem rompido as negociações sobre a organização das últimas eleições no território antes de Pequim reassumir a sua soberania. Na mesma sessão , realizada no Grande Palácio do Povo, Lu Ping congratulou-se com “amizade sino-portuguesa” e a “constante cooperação” acerca de Macau, afirmando que “a transição está a decorrer em ordem”.

 

DIMINUI O NÚMERO DE VISITANTES DE HK

Durante os dois primeiros meses de 1997 visitaram Macau 1.288.466 pessoas, número que traduz uma diminuição de 1,6% relativamente ao período homólogo de 1996, anunciaram os Serviços de Estatística e Censos. Comparativamente ao mesmo período de 1996, as estatísticas assinalam crescimentos no número de visitantes provenientes de Taiwan (mais 61,4%), Reino Unido (mais 33,7%) e República Popular da China (mais 20,9%). Nos primeiros dois meses de 1997 aumentou também o número de visitantes oriundos da Tailândia (mais 8,9%), Estados Unidos (mais 7,2%), Coreia do Sul (mais 5,6%) e Japão (mais 3%). Em contrapartida, em relação aos visitantes provenientes de Hong Kong, o principal mercado turístico de Macau, os números oficiais apresentam um decréscimo de 12,5%.