HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O Leal Senado aprovou um orçamento de 604 milhões de patacas para o exercício de 1998. Do orçamento municipal para 1998, cuja verba representa um aumento de 4,97 por cento em relação a 1997, foi destinada uma verba de 130 milhões de patacas para investimentos em infra-estruturas nomeadamente a fase final da construção do mercado de S. Domingos estimada em 54 milhões de patacas. Sales Marques sublinhou também que o orçamento do Leal Senado consagra uma verba de 500 mil patacas para o projecto de um novo mercado na zona nordeste da cidade. A edilidade continua também interessada que surja um parceiro privado para construir um mercado na zona dos Novos Aterros do Porto Exterior. O orçamento e o plano de actividades do Leal Senado para 1998, aprovados por unanimidade em Assembleia Municipal, inclui também projectos de arranjos paisagísticos em diversas zonas da cidade nomeadamente na colina do Monte, junto à Fortaleza do Monte, onde está a ser construído o Museu de Macau.

 

MASSACRE DE DÍLI EVOCADO EM MACAU

Deus “é a única força do povo de Timor-Leste”, disse em Macau padre timorense Francisco Fernandes durante uma missa rezada  na Sé Catedral em memória das vítimas do massacre do cemitério de Santa Cruz, em Díli. Ao falar durante a homilia, Francisco Fernandes lembrou aos presentes que “Deus é também a única esperança” do povo timorense, que há 20 anos “está a ser destruído pelo inimigo”. “O inimigo quer destruir o povo porque quer a terra e o seus recursos como o petróleo, o gás, o mar e o espaço aéreo”, assinalou o padre Francisco Fernandes ao lembrar que a Indonésia tem o apoio de muitas nações ocidentais que possuem interesses económicos em Timor-Leste. “Esta é a única razão porque se prolonga o calvário do povo de Timor-Leste, há interesses de muitos países”, afirmou o prelado, lembrando também que a Indonésia “não respeita a decisão das Nações Unidas”, que reconhece Portugal como potencia administrante do território. Francisco Fernandes apelou aos participantes na missa para que “peçam a Deus para aliviar o calvário do povo timorense” e “o martírio das crianças, viúvas, e mulheres que há 20 anos não sabem o que é a paz e tranquilidade”. O padre timorense recordou “com sacrifício, oração e penitência, o dia 12 de Novembro de 1991 em que mais de uma centena de jovens foi morta pelas forças de ocupação” e afirmou que o seu único crime “foi a rejeição de ver o estrangeiro a ocupar a sua terra”.