HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Francesco Frangialli, considerou que a imagem do Território como destino turístico continua intacta, apesar da recente onda de violência entre alegados membros de seitas secretas. “Talvez seja o momento de tomar alguma precauções para o futuro, mas até agora a imagem de Macau não foi afectada”, disse Francesco Frangialli no final da cerimónia de abertura da 30ª reunião da comissão da OMT para a Ásia-Oriental e Pacífico. Sublinhando que a situação em Macau em relação ao crime organizado é comum a outros destinos, turísticos no mundo, “nomeadamente em África e em algumas cidades da Europa e da América do Norte”, Francesco Frangialli considerou que existe uma diferença entre a realidade e a percepção que há no exterior sobre o problema. “Há um esforço a fazer em termos de comunicação, de maneira a que todos os turistas em todo o mundo tenham a certeza de que, para eles, Macau é um destino seguro, mas eu acredito que é”, disse Francesco Frangialli, que salientou também que a segurança concreta do visitante e o problema do crime organizado “são coisas diferentes”.

 

GOVERNADOR SUBLINHA IMPORTÂNCIA DO SECTOR

O turismo representa um meio privilegiado de promoção da identidade própria de Macau e das suas potencialidades como ponto de intercâmbio comercial e cultural entre o Ocidente e o Oriente, disse Rocha Vieira. Para o Governador, o turismo é também um “vector fulcral na internacionalização de Macau assente no potenciar do seu posicionamento como plataforma das ligações entre a China, Portugal e a Europa”. Rocha Vieira discursava na cerimónia de abertura da 30ª reunião da comissão para a Ásia Oriental e Pacífico da Organização Mundial do Turismo (OMT), que termina hoje. A reunião inclui um seminário sobre turismo e aviação, em que participam cerca de 150 representantes de 22 países e territórios e de 12 entidades locais e internacionais daqueles dois sectores, além de funcionários e consultores da OMT. Rocha Vieira considerou também o Aeroporto Internacional de Macau (AIM), a funcionar desde Novembro de 1995, como o “verdadeiro símbolo da aposta na modernização” do Território. O AIM “é um empreendimento estratégico que projecta Macau para o próximo século e recoloca o Território na plataforma geo-económica da Ásia”, disse.