HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

As delegações da Comissão de Coordenação de Infra-estruturas Portugal-China acordaram que a construção da ponte entre as ilhas da Taipa e da Montanha vai arrancar no primeiro semestre de 1998. O acordo entre as duas delegações teve lugar no decorrer da segunda reunião plenária da Comissão que terminou sábado, depois de dois dias de trabalhos, e prevê que a ponte abra ao trânsito antes de Dezembro de 1999, a data da transferência da Administração portuguesa para a China. As duas partes acordaram também que a ponte terá cerca de um quilómetro de comprimento e três faixas de rodagem em cada sentido e que será paga em partes iguais por Macau e pela China. Em declarações à Lusa o chefe da parte portuguesa da Comissão, Leonel Miranda, indicou que a ponte “tem um grande significado na melhoria dos acessos entre Macau e o interior da China e na circulação de pessoas e mercadorias”.

 

TOUROS EM MACAU ARREFECEM O TEMPO

O II Festival Tauromáquico de Macau, já com dois espectáculos realizados, teve por ele o azar de a chuva aparecer para estragar o ambiente. Apesar disso, a “Monumental de Bambu” foi bastante concorrida em termos de público, embora tudo tivesse sido muito diferente se o sol – um importante elemento na tradição da festa brava – brilhasse sobre a arena, o esforço de todo o elenco presente em Macau e a excelente qualidade dos toiros em lide. A brega de sábado não esteve nada mal, com a arte de Luís Miguel da Veiga e Rui Salvador a enobrecer o espectáculo. O espada Paulo Pinto, que não deixou os seus créditos por mãos alheias, teve uma colhida sem consequências. Boa, a pega dos Amadores de Lisboa. Ontem infelizmente, a corrida teve de ser interrompida, exactamente quando actuava a vivaz e simpática Marta Manuela, devido à chuva. No entanto, tudo leva a crer que o tempo vai melhorar e, portanto, os espectáculos dos dias 1, 4 e 5 de Outubro, vão mostrar toda a pujança do conjunto de artistas que se deslocou até nós, vários deles pela segunda vez. Meia dúzia de pessoas vindas de Hong Kong, membros da Associação de Protecção aos Animais, apresentou-se junto da praça para protestar contra a realização das corridas, não tendo, todavia, qualquer peso dissuasor. Não é, deste modo, nada estranho, que um jornal britânico de Hong Kong escreva em tom negativo sobre a organização em Macau de um espectáculo de toiros.