HÁ 20 ANOS
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GUO JIADING DESPEDE-SE

SEM MUDAR DISCURSO

O chefe cessante da delegação chinesa ao Grupo de Ligação Conjunto(GLC), Guo Jiading, defendeu que aquele órgão deve acelerar o “ritmo de trabalho” para garantir uma transição de poderes em Macau “sem sobressaltos”. “Os avanços alcançados estão ainda relativamente longe de corresponder às exigências da realização da transição estável e da transferência de poderes sem sobressaltos”, disse Guo Jiading, ao discursar numa recepção de despedida que ofereceu a personalidades de Macau, em que participou o Encarregado do Governo, Vítor Pessoa. Sublinhando que “o tempo é apertado enquanto as tarefas são pesadas”, Guo Jiading considerou que o GLC tem de acelerar “a resolução apropriada das três grandes questões, designadamente, a localização de quadros de alto e médio nível, a localização das leis e o estatuto oficial da língua chinesa”. Defendeu que o GLC deve também acelerar a resolução de outras “questões de grande relevo que digam respeito à transferência de poderes sem sobressaltos, nomeadamente a transferência de arquivos e de património”. Apesar das suas considerações quanto ao ritmo de trabalho do GLC, cuja delegação chinesa chefiou desde 1993, Guo Jiading manifestou-se “convicto de que a China e Portugal continuarão certamente a manter a cooperação amigável na base da Declaração Conjunta e da adaptação à Lei Básica”.

 

EDIFÍCIO DO BNU SERÁ

INAUGURADO EM SETEMBRO

A nova sede do Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai ser inaugurada a 24 de Setembro, revelou o director-geral da instituição no Território, Alberto Soares. A data da inauguração da nova sede coincide com a realização em Hong Kong da reunião anual do Banco Mundial que levará à Região Administrativa Especial Chinesa milhares de banqueiros de todo o mundo. A construção da nova sede do BNU, bem como a remodelação de algumas dependências da cidade, incluem-se na “estratégia do banco para o futuro”, considerou Alberto Soares. O director-geral do banco em Macau sublinhou também que “o edifício original não tinha condições para dar resposta aos projectos do banco para o Território”, que a aposta na modernização das instalações “é um sinal de confiança no futuro” e que o banco “não pensa reduzir a sua actividade depois da transferência da Administração para a China, a 20 de Dezembro de 1999”. Além dos seis pisos térreos, o banco vai ainda dispor de duas caves. A construção do novo edifício bem como a instalação de equipamento obrigou o BNU a investir cerca de 50 milhões de patacas.