HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Mais de 300 desenhos e aguarelas do pintor britânico George Chinnery, que viveu e morreu em Macau no século XIX, vão ser expostos no Território a partir de sábado até 18 e Novembro. Considerada a maior exposição de George Chinnery jamais realizada em Macau, a mostra inclui obras sobre temas macaenses pertencentes ao Museu Britânico, de Londres, Leal Senado de Macau, Museu de Arte de Hong Kong, Sociedade de Geografia de Lisboa e Toyo Buko (Oriental Library), de Tóquio. Intitulada “George Chinnery: Imagens de Macau Oitocentista”, a exposição integra o XI Festival Internacional de Música de Macau e foi organizada pela Comissão Territorial de Macau para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (CTMCDP), com o apoio dos Serviços de Educação, Fundação Macau, Fundação Oriente, Instituto Cultural de Macau, Instituto Politécnico de Macau e Leal Senado. Nascido em Londres a 5 de Janeiro de 1774, George Chinnery chegou a Macau em 29 de Setembro de 1825 e residiu no território até morrer, em 30 de Maio de 1852, tendo sido sepultado no Cemitério Protestante local, situado nas imediações do Jardim Camões. George Chinnery, que viveu na Índia antes de rumar ao sul da China, produziu centenas de trabalhos sobre Macau, em particular sobre as diversas comunidades então residentes no território e sobre os monumentos e paisagens macaenses, que constituem um retrato considerado único da vida da época. Para o presidente da CTMCDP, Rui Sá Vaz, a obra de Chinnery permite relembrar a história e o cosmopolitismo de Macau através de retratos de “vivências de comunidades totalmente diferente, como a chinesa, a portuguesa, a inglesa e a de outros países que então negociavam através do Território. A exposição de Chinnery permite, nomeadamente, verificar “como é que ao longo dos tempos a presença portuguesa em Macau foi de alguma forma benéfica para esta convivência que ainda hoje perdura e que gostaríamos que perdurasse no tempo”, disse Sá Vaz. “No momento em que Portugal faz a entrega da administração deste Território à China, consideramos muito importante que, fazendo uma retrospectiva, vejamos como é que em tempos não muito longínquos essa vivência já era um factor de unidade”, sublinhou.