HÁ 20 ANOS
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Rocha Vieira disse, ao chegar a Maputo, que gostaria que o Território “pudesse ser uma plataforma para os interesses moçambicanos” no sul da China e no delta do Rio das Pérolas. “Pretendemos reactivar laços que já tiveram significado no passado”, sublinhou Rocha Vieira, que foi recebido à sua chegada ao aeroporto de Maputo pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano, Leonardo Simão, e pelo embaixador de Portugal em Moçambique, Ruy Brito e Cunha. “Gostaríamos que investidores de Macau e os seus parceiros da China, com quem Macau tem um relacionamento privilegiado, pudessem vir aqui investir”, referiu o governador no início de uma visita oficial de uma semana a Moçambique, a convite de Leonardo Simão. Rocha Vieira destacou as “imensas oportunidades” que Moçambique pode aproveitar na zona do mundo onde Macau está inserido, referindo que gostaria, com esta visita, de contribuir para o estabelecimento de “pontes de ligação” entre macaenses e moçambicanos. O governador realçou a “grande experiência” dos empresários macaenses na indústria têxtil e do vestuário e no turismo e enalteceu as “oportunidades turísticas imensas” de que Moçambique dispõe. A par do relacionamento institucional, na opinião de Rocha Vieira, compete aos homens de negócios estabelecer relações económicas, razão pela qual chegará domingo a Moçambique uma missão empresarial chefiada pelo secretário-adjunto para a Coordenação Económica do governo de Macau, Vítor Pessoa. O governador manifestou ainda o seu “grande respeito pelo trabalho notável que está a ser feito, através das autoridades de Moçambique e do povo moçambicano, na reconciliação nacional, e na reconstrução do país num clima de estabilidade política e social, de tolerância, de diálogo e democratização”. Rocha Vieira visitou à tarde a Galeria Chissano e a exposição “Espaços e cidades de Moçambique”, e inicia hoje o programa oficial com a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Heróis Moçambicanos, encontros com Leonardo Simão e com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, e inauguração da Sala Macau no Centro Cultural Português.