HÁ 20 ANOS
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Uma réplica de 18 metros de altura da fachada das Ruínas de S. Paulo será a “imagem de marca” do pavilhão autónomo de Macau na Expo-98, anunciou a comissão responsável pela participação na exposição. Além de um pavilhão, implantado numa área de cerca de 2000 metros quadrados, Macau disporá igualmente de um restaurante para 150 pessoas, com cozinha macaense e chinesa, disse o coordenador do secretariado executivo da “presença de Macau na Expo-98”, coronel Luís Sobral. A participação de Macau, orçada em mais de 100 milhões de patacas, incluirá também um programa  de animação cultural, destinado a recriar aspectos do quotidiano do Território ao longo dos 132 dias da Expo-98, referiu. O investimento no projecto será assegurado pela Administração e por um patrocínio de 52 milhões de patacas da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM). Em conferencia de Imprensa, Luís Sobral explicou que o patrocínio da STDM corresponde ao valor dos contractos de construção e decoração do pavilhão, que a concessionária de jogo assinou recentemente com a Administração de Macau, a Expo-98 e a empresa britânica “Visual Connection”, à qual foi adjudicado o projecto decorativo e de conteúdos do espaço macaense. Lages Ribeiro, que preside à “Presença de Macau na Expo-98”, também presente no encontro com a Imprensa, referiu que a comissão trabalha com os recursos “dados pela Administração”. “Não compete a esta comissão procurar patrocínios”, disse Lages Ribeiro, ao ser questionado sobre a possibilidade de outras entidades, como a Fundação Oriente, apoiarem financeiramente a participação de Macau na Expo-98. Luís Sobral referiu que a construção do pavilhão de Macau, a cargo da Expo-98, estará concluída até 22 de Janeiro de 1998, e que a decoração será finalizada até 22 de Abril, um mês antes da abertura da exposição mundial de Lisboa. Até ao início da Expo-98, decorrerão acções de formação das cerca de 150 pessoas que estarão envolvidas na participação de Macau na exposição, que se prolongará até 30 de Setembro de 1998. “O nosso caminho é levar Macau a Lisboa, e transpor para a Expo o ambiente, a realidade e as perspectivas deste Território”, afirmou Luís Sobral, ao referir-se aos objectivos da participação na última exposição mundial do milénio. Para Luís Sobral, “é particularmente importante que se consiga transmitir aos visitantes da Expo-98 o que é o território de Macau, o que é a vivência, o que é o ambiente que se respira e qual a confiança no futuro”.