HÁ 20 ANOS

HÁ 20 ANOS

 

ESTÁTUA DA DEUSA KUN IAM

DESEJADA POR BUDISTAS

O bonzo principal budista de Macau, Kei Sao, solicitou ao Governador o apoio da Administração para a construção de uma estátua e de um centro ecuménico dedicados à deusa Kun Iam. O pedido de apoio foi feito durante uma audiência que Rocha Vieira concedeu a uma delegação liderada por Kei Sao, durante a qual o bonzo principal de Macau apresentou o projecto de construção do monumento a Kun Iam da autoria da arquitecta portuguesa Cristina Leiria. O conjunto arquitectónico é constituído por uma estátua em bronze da deusa Kun Iam, com cerca de 20 metros de altura, assente numa base em forma de cúpula semiesférica que albergará um centro ecuménico, que poderá acolher exposições e locais de venda de artigos religiosos. O espaço será dotado de instalações para mediateca, salas de projecção e de apoio, onde poderão ser desenvolvidas actividades de natureza educacional e formativa, de acordo com a proposta apresentada a Rocha Vieira. O projecto pretende corresponder a uma aspiração das comunidades religiosas, budista, taoista e confucionista de Macau e não se destina a constituir um local de culto, mas antes um centro de informação sobre aquelas religiões e filosofias da Ásia, segundo explicou o bonzo Kei Sao. A proposta prevê que o projecto seja implantado num ponto sobre a água, junto à zona dos Novos Aterros do Porto Exterior. Caracterizada como a “Deusa da Misericórdia, que a todos vê, a todos escuta, a todos atende”, Kun Iam é amplamente venerada em Macau, bem como na China, Hong Kong, Taiwan, Japão, Coreia, Vietname, Tailândia, Singapura e Malásia.

 

CONFERÊNCIA EM LISBOA

SOBRE HISTÓRIA DE MACAU

O professor Fok Kai Cheong, das Universidades de Hong Kong e Macau, profere amanhã em Lisboa uma conferência sobre a instalação dos portugueses. Fok Kai Cheong é o autor da obra “Estudos sobre a instalação dos portugueses em Macau”, publicada pelo Museu Marítimo de Macau e Gradiva. Na apresentação do livro, Jorge Manuel Flores, da Universidade Lusíada, assinala que a obra irá provocar “estranheza em Portugal” e isto porque se fica “a saber que os portugueses eram também eles piratas e que nos circuitos chineses d decisão política havia quem visse Macau como uma úlcera do Sul”. Refere ainda o professor universitário que a “estranheza” advém igualmente o facto de os portugueses “não se baterem nestes anos” – antes do século XVIII – pela soberania, “procurando afirmar apenas a autonomia política e administrativa de Macau”. A obra faz parte da colecção “Conhecer o Oriente”, editada pela Gradiva.