HÁ 20 ANOS
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Há 20 Anos

 

ESPECIALISTAS PREVÊEM

RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA

O ano de 1996 para Macau foi de recessão económica com uma queda do produto Interno Bruto mas, em contrapartida, notaram-se sinais positivos do desenvolvimento do turismo. Esta foi a conclusão dos participantes na conferência do Banco da China (BOC). O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, durante 1996, registou um crescimento inferior a um por cento, o que acontece pela primeira vez desde os anos 80, apesar das previsões indicarem uma melhoria da economia de Macau para 1997. No seminário organizado pelo BOC e pela Associação de Ciências Económicas de Macau os participantes defenderam que a economia de Macau beneficiará em 1997 da “situação da economia global”, que registará, um crescimento médio de 4,1 por cento, em vez dos 3,8 por cento de 1996. Responsáveis do BOC consideraram, na conferência que a economia de Macau foi influenciada negativamente em 1996 por uma procura interna reduzida, por uma quebra das despesas públicas e pela diminuição dos valores das exportações e importações. Entre 1995 e 1996, a taxa de desemprego em Macau aumentou de 3,4 por cento para 4,6 por cento, enquanto que a taxa de inflação baixou no ano passado para os cinco por cento, menos 3,6 por cento do que no ano anterior diz o BOC. “A economia da China manterá um desenvolvimento estável este ano, o que também beneficiará Macau”, sublinharam. Estudos apresentados pelos responsáveis do BOC prevêem que a China registará uma taxa de crescimento económico de 10,5 por cento e que o governo do país manterá sob controlo os preços dos bens de consumo, enquanto que a taxa de inflação anual deverá rondar os seis por cento. Ao nível do turismo os participantes no seminário mostraram-se optimistas sobre o futuro do sector mas defenderam a necessidade de aumentar os esforços em cursos no sentido de atrair mais turistas a Macau por um período mais longo. “O turismo em Macau está a entrar num novo ciclo de desenvolvimento apoiado pela abertura do aeroporto e em consequência das acções promocionais que o governo e operadores turísticos têm feito nos últimos anos, não o devemos desperdiçar”, indicaram. Xu Yong Sheng da “China Travel Service Investment Holdings Macau” chamou a atenção para a proliferação de agências de viagens em Macau (mais de 100) que poderá trazer aspectos negativos na concorrência e defendeu a necessidade de medidas mais apertadas de controlo da criminalidade para garantir segurança aos turistas que visitam Macau.