HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

Macau “mantém a disponibilidade” para colaborar com os países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), refere a declaração subscrita no final do II Congresso de Medicina Geral e Familiar da CPLP. Intitulada “Declaração de Macau”, o documento indica que a colaboração do governo de Macau será efectuada de acordo com o seu “estatuto e quadro e considerando a relação multilateral entre as instituições e a Associação Saúde em Português” (ASP). A declaração, subscrita por Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, governo de Macau e pela Associação Saúde em Português, refere que a ASP “é indicada como parceiro de referência no domínio da coordenação da organização e acção em formação , investigação e assistência em cuidados de saúde”. Os congressistas decidiram também que, na continuidade dos trabalhos do congresso, “torna-se necessário seriar as prioridades da cooperação na CPLP, multilateral, de forma contínua, reforçada entre instituições e organizações, de forma à elaboração de documento orientador futuro”. Na reunião, que juntou durante três dias e Macau cerca de 350 profissionais de saúde da CPLP, ficou ainda decidido que o III Congresso de Medicina Geral e Familiar da CPLP vai realizar-se em Julho de 2000 em Cabo Verde. Apesar de ter o aval dos congressistas oriundos de todos os países da CPLP, a “Declaração de Macau” não foi subscrita pelos governos de Portugal e do Brasil porquanto os respectivos titulares das pastas da Saúde não se deslocaram a Macau nem se fizeram representar. Relativamente a Portugal, o presidente da ASP, Hernâni Caniço, indicou à Lusa que a ministra Maria de Belém integra a Comissão de Honra mas, apesar de ter sido convidada para o congresso “não aceitou o convite e não indicou representante”. Hernâni Caniço disse ainda “desconhecer” as razões da ausência de Maria de Belém nos trabalhos do congresso de Macau. Acrescentou que a associação vai solicitar uma audiência a Maria de Belém para dar conta dos resultados do congresso.

 

BALANÇA COMERCIAL COM SALDO POSITIVO 

A balança comercial de Macau registou um saldo positivo de 357 milhões de patacas nos primeiros 10 meses de 1997, indicam estatísticas oficiais. O saldo positivo da balança comercial de Macau representa, “uma melhoria” de 193,7 por cento relativamente ao período homólogo de 1996, refere uma nota divulgada pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) de Macau. Em função daquele valor, a taxa de cobertura das exportações sobre as importações passou de 97,1 por cento para 102,6 no mesmo período.