HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

A lista liderada pelo arquitecto Carlos Marreiros venceu as eleições para os órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Macau para o biénio 1998-1999. Carlos Marreiros, que será o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia, obteve 78 votos contra 42 votos da lista liderada pelo presidente do Instituto da Acção Social de Macau, Fátima dos Santos Ferreira. A lista vencedora elegeu também Leonel Alves como presidente da Assembleia Geral e Leonel Leonardo Guerreiro da Costa como presidente do Conselho Fiscal, devendo a posse dos novos órgãos sociais da Santa Casa ocorrer em Janeiro de 1998. A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Macau foi fundada em 1569 pelo bispo D. Belchior Carneiro.

 

OBRAS PÚBLICAS AINDA COM MUITO PARA FAZER

A Assembleia aprovou por unanimidade as políticas de Transportes e Obras Públicas para 1998, que constituem, segundo o Executivo, uma “continuidade” da estratégia que vem sendo seguida nos últimos anos. Na sua proposta, o Executivo considera também ser necessário “proceder, num ou noutro ponto, à actualização e ajustamento das políticas” de Transportes e Obras Públicas, por forma a “adaptá-las às novas situações e conjunturas que, entretanto, foram surgindo”. Durante o debate na AL, o secretário-adjunto para os Transportes e Obras Públicas (SATOP), José Alves Paula, manifestou o apoio político do Executivo aos projectos de iniciativa privada, de construção de um porto internacional de Macau e de uma ponte que ligará o Território a Hong Kong, ambos em apreciação na Comissão de Coordenação de Infra-estruturas Portugal-China (CCIPC). Sublinhou, porém, que não está prevista uma participação financeira no projecto da ponte Macau-Hong  Kong. Alves Paula referiu também que a construção da ponte Macau-Zhuhai, que está em discussão na CCIPC, poderá ficar concluída antes de Dezembro de 1999. “Mas mais importante que concluir a ponte Macau-Zhuhai antes de Dezembro de 1999 é que ela se faça, porque o que é preciso é preparar Macau para o futuro e essa ponte vai ser de uma importância fundamental para o desenvolvimento de Macau”, salientou. “As estimativas da obra em si apontam para cerca de 200 milhões de patacas e esse custo será distribuído entre Macau e Zhuhai”, disse o SATOP. À semelhança do que acontecerá em Zhuhai, Macau terá de financiar a construção dos acessos à nova ponte e de um posto fronteiriço no Território.