HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O Banco da China (BC) manifestou falta de optimismo sobre o desempenho da economia de Macau em 1998, considerando que o crescimento económico, “a existir, será mínimo”. Um relatório económico do BC que passa em revista a economia local em 1997 e analisa perspectivas para este ano, diz que o desempenho da economia de Macau será “dominada por constrangimentos”. O relatório refere que os 1,9 mil milhões de patacas inscritos no plano de investimentos da administração para este ano, mais 26,7 por cento que em 1997, constitui uma “importante força impulsionadora da economia”, mas aponta também a “falta de um plano de desenvolvimento bem delineado e a longo prazo”. Para os analistas do Banco da China, a economia de Macau terá como pano de fundo em 1998 factores favoráveis como o crescimento da economia mundial – apesar de a crise asiática ter obrigado à redução de estimativas de crescimento de 4,3 por cento para 3,5 por cento – e um novo ciclo “virtuoso” da economia chinesa depois de quatro anos de controlo macro-económico. Mas o relatório apoia as perspectivas pouco optimistas para Macau em 1998 em factores como a permanência de um “desequilíbrio estrutural” na economia local, incertezas sobre questões de segurança, efeitos negativos da crise asiática e expectativa da subida das taxas de juro. Na avaliação do desempenho económico de Macau em 1997, o BC diz que o Território não conseguiu melhorar a situação em problemas que se mantêm desde 1993, como a desaceleração do crescimento económico, perda de competitividade e desempenho “apenas aceitável” das principais indústrias.

 

GOVERNO QUER ALTERAR LEI LABORAL

No decorrer de um jantar de confraternização com as associações patronais e de trabalhadores, representadas no Conselho de Concertação Social, o secretário-adjunto, Vítor Pessoa, revelou a intenção de apresentar na comissão executiva daquele conselho – agora composto de dois elementos de cada uma das partes e outros dois da Administração – um projecto de diploma de revisão das leis laborais. Mais do que um projecto do governo, trata-se de um documento de trabalho que permita chegar-se a um consenso. A crise económica que atinge a Ásia em geral e também Macau, não cria seguramente o melhor ambiente para grandes reivindicações por parte dos trabalhadores, mas há seguramente matérias em que se poderá melhorar os direitos e deveres de todas as partes.