HÁ 20 ANOS
HÁ 20 ANOS

O Aeroporto Internacional de Macau celebrou ontem os seus primeiros dois anos de entrada em funcionamento. E há que dizer que, desde aquele dia de 9 de Novembro de 1995 os resultados em termos de movimento têm vindo a somar um crescendo notável, tanto no que respeita ao trânsito de passageiros, como de carga. Como exemplo temos o facto de, durante o passado mês de Outubro, o número de passageiros em trânsito ter atingido o cômputo de 176.879, o que arredonda para um milhão, seiscentos e cinquenta e quatro mil, quatrocentas e dezanove pessoas que utilizaram este ano o AIM. Comparando com o movimento do ano transacto (um milhão, vinte e quatro mil e 63 passageiros) no mesmo espaço de tempo, assistimos a um aumento de nada menos que 62 por cento, o que se pode considerar um resultado de alto grau no processo de desenvolvimento da nossa estação aérea. No aspecto das cargas houve, igualmente, um visível avanço: recorde de transporte tinha-se fixado em Setembro deste ano nas 4 mil 741 toneladas, o que foi ultrapassado n último mês de Outubro ao serem registadas 5 mil 145 toneladas. Tudo somado e comparativamente ao ano passado no mesmo período de tempo, os números são bem significativos: 16 mil 926 toneladas em 1996, contra um total de 35 mil 206 em 1997.

 

O SISTEMA JURÍDICO É QUE FAZ A DIFERENÇA

O embaixador português na China, Pedro Catarino, defendeu a continuidade do sistema jurídico de Macau depois de 1999 como ‘expressão concreta’  do princípio “um país, dois sistemas”. “O sistema legal de Macau é a chave do sucesso económico de Macau e é esse sistema que dará expressão ao princípio ‘um país, dois sistemas’”, disse Pedro Catarino na abertura de um seminário de dois dias sobre ‘As questões Jurídicas do Período de Transição de Macau”. É o segundo seminário do género organizado em Pequim pelo Gabinete para a Tradução Jurídica de Macau e a Universidade de Ciência Política e Direito da China. O embaixador português realçou também que a “existência em Macau de um sistema jurídico completo e claro e de uma organização judiciária competente é condição para assegurar a estabilidade e manter a prosperidade e progresso do Território”. “O Direito é um elemento essencial da maneira de viver de Macau, e a manutenção de um ordenamento jurídico próprio é indispensável para a futura Região Administrativa Especial exercer um alto grau de autonomia”, disse Nuno Calado, director do Gabinete para a Tradução Jurídica de Macau.