José Rocha Diniz*

José Rocha Diniz*

Está marcada para amanhã a inauguração oficial do Terminal Marítimo da Taipa.

Ao contrário dos que acham que devia ser uma abertura envergonhada face às voltas e reviravoltas que atrasam o projecto, eu defendo que seja feita uma “festa de arromba”, pois finalmente termina a maior obra de Santa Engrácia já vista em Macau.

Numa Região onde, depois das fundações, os prédios crescem em tempo recorde, é fundamental que se lancem muitos foguetes na abertura de um Terminal cujas obras foram adjudicadas há 12 anos (com prazo previsto de um ano de duração) quando na Cotai Strip ainda não havia nenhum dos cerca de duas dezenas de hotéis-resorts que lá operam, e só o empresário Gordon Wu continuava a “sonhar” sobre a construção da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, que arrancou formalmente em Dezembro de 2009.

Festa de arromba também porque o novo Terminal acaba com uma das principais “manchas” na imagem que surpreendia os turistas que subitamente se viam numa zona do terceiro mundo, envergonhando todos os que acreditam que é possível fazer da RAEM uma região de características internacionais.