Inserir num programa eleitoral de uma lista para as eleições legislativas à AL, o pedido de demissão da Secretária Florinda Chan é um disparate, tal como o é a exigência sobre uma investigação ao ex-Chefe do Executivo Edmund Ho por alegado abuso de poder na concessão de licenças do jogo. A AL não tem essas competências.
A informação às listas pela Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa de que devem proceder a correcções nos seus programas eleitorais retirando essas alíneas não fica atrás no disparate. A tentativa de explicação da CAEAL, que a referência a Florinda Chan é interpretada como “objectivo político” e a exigência relativa a Edmund Ho como um “objectivo político que tem conteúdo hipotético” é ainda pior. Claro que as comissões de candidatura à Assembleia Legislativa têm objectivos políticos e seriam muito mais curtos se apenas abordassem os reais poderes e competências dos deputados.
Igual disparate é também o facto de ser a Comissão Eleitoral a promover a publicação dos programas eleitorais das listas. Percebe-se que tenta igualizar oportunidades aos candidatos, pois nem todos têm as mesmas capacidades financeiras, e de algum modo explica a razão porque há tantos candidatos. Mas cria um problema, que não sendo novo, só aparece com esta Comissão Eleitoral.
Isto está a aquecer…




