José Rocha Diniz

José Rocha Diniz

O assassínio de Kim Jong-nam, que tem feito as manchetes em toda a Ásia, está para lavar e durar sendo impossível, por enquanto, perceber o que há de verdade na muita informação que vai saindo das mais diversas fontes.

Há até quem, comparando-o ao modo como Trotsky foi morto com golpes de um picador de gelo, tenha salientado a sofisticação com que nos tempos recentes se fazem assassínios políticos: o modo como os drones americanos têm sido utilizados na luta contra o radicalismo islamita ou a exposição a plutónio com que os russos mataram, em Londres, o seu ex-espião Alexander Litvinenko.

A operação de Kuala Lumpur é a tentativa de aproveitar uma “janela de oportunidade”, mas preparada com pouca sofisticação o que revela o isolamento internacional da Coreia do Norte.

É também uma operação gratuita, pois Kim Jong-nam não fazia sombra alguma ao seu meio irmão, líder do país, que com este acto revela o estado de espírito perturbado e doentio a que chegou.

Pessoas assim existem em todo o mundo, incluindo entre nós. Não têm é poder, e não governam um país que, tudo indica, em breve terá à sua disposição uma bomba atómica.

Acautelemo-nos, pois!