Mulher denunciou falso roubo da mala na esperança de ser indemnizada
Mulher denunciou falso roubo da mala na esperança de ser indemnizada

Uma turista sul-coreana foi detida pelas autoridades por alegadamente ter prestado falsas declarações sobre um roubo que nunca chegou a acontecer, com o objectivo de ser compensada pela agência de seguros

 

Pedro André Santos

 

O plano parecia infalível: simular ser vítima de um assalto em Macau para depois receber dividendos da agência de seguros no regresso à Coreia do Sul. No entanto, o esquema acabou por não correr como esperado para uma turista sul-coreana de 35 anos, veterinária de profissão, acabando a história por ser contada na esquadra da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo as autoridades, a mulher alegou que tinha sido assaltada enquanto passeava numa rua perto das Ruínas de São Paulo, durante a noite, dizendo ainda que alguém passou por ela de motociclo e levou a sua mala. Entre dinheiro e bens, o prejuízo em causa ascenderia a 9.600 patacas, segundo terá dito aos agentes.

No entanto, após investigações com recurso às câmaras de videovigilância no seguimento do depoimento da “vítima”, a PJ não viu qualquer motociclo a circular e desconfiou da história. Depois ter confrontado a mulher, esta confessou ter inventado tudo, com a intenção de cobrar o seguro de viagem no regresso a casa.

 

Astúcia tramou agiotas

As autoridades deram ainda conta de dois casos de agiotagem, em que os suspeitos acabaram detidos devido à astúcia das suas vítimas. No primeiro caso, e depois de uma dívida por saldar de 80.000 dólares de Hong Kong para jogar nas mesas de jogo, um homem foi retido contra a sua vontade num hotel no COTAI. Como forma de saldar a dívida, pediu aos agiotas para telefonar a um amigo para o ajudar, mas o telefonema foi direccionado para a Polícia Judiciária, que rapidamente chegou ao local e resgatou o indivíduo.

Noutro caso, com contornos semelhantes, um homem estava em cárcere privado por uma dívida de 150.000 dólares de Hong Kong, montante igualmente esbanjado nas mesas de jogo. Pediu para ir ter com um amigo, devidamente acompanhado pelos agiotas para recolher o dinheiro, mas aproveitou um momento de distracção para escapar e denunciar o caso à PJ.

 

“Ice” estava escondido na bateria portátil

Um residente de 35 anos, funcionário público de profissão, foi apanhado em flagrante a consumir droga num quarto de hotel no NAPE. De acordo com o “Ou Mun Tin Toi”, o caso foi denunciado à Polícia Judiciária por um indivíduo, levando as autoridades ao local onde encontraram o suspeito e mais dois residentes, alegados traficantes. No quarto de hotel os agentes encontraram 16 gramas de “ice”, avaliada em 18.000 patacas, sendo que a droga tinha sido escondida num carregador portátil de telemóvel. Ainda segundo as autoridades, o detido já tinha estado ligado a outro caso de consumo de droga em 2014.

 

R.C.