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Ir da Torre de Macau ao COTAI custaria entre 60 a 70 patacas, mas um taxista decidiu cobrar 1.500 dólares de Hong Kong, passando depois uma factura de 157 patacas à queixosa, uma turista do Japão

 

Liane Ferreira

 

A Polícia Judiciária (PJ) interceptou um taxista por suspeitas de ter burlado uma turista japonesa. Segundo a PJ, o taxista admitiu o crime, porém, a visitante acabou por retirar a queixa pelo facto de ter de regressar ao Japão.

De acordo com as informações policiais, a turista apanhou um táxi na Torre de Macau, no dia 17 deste mês, em direcção ao hotel onde estava hospedada, no COTAI. Quando chegou ao destino, a queixosa entregou uma nota de 500 dólares de Hong Kong para pagar a despesa, mas o taxista terá dito que não era suficiente. Entregou então três notas, num total de 1.500 dólares de Hong Kong.

O suspeito passou uma factura do pagamento, na qual constava uma despesa de apenas 157 patacas.

Na apresentação da queixa, a lesada referiu ainda à polícia que o taxímetro parecia não estar ligado, algo que seria confirmado pelo taxista, após ter sido interceptado pela PJ. O suspeito confirmou ainda ter recebido 1.500 dólares por uma viagem que, normalmente, custaria entre 60 a 70 patacas.

Como a queixosa tem de regressar ao seu país, optou por retirar a queixa, pelo que o suspeito não será alvo de procedimento administrativo e a PJ não poderá continuar a investigar o caso. Segundo as autoridades, o caso é considerado um crime semi-público, pelo que não foi divulgada a identidade do suspeito.

 

Vendidas fichas de jogo falsas

Noutro caso, a PJ deteve um homem de 41 anos da China Continental por suspeitas de falsificação de identidade e burla de valor elevado.

As autoridades revelaram que o suspeito e um cúmplice venderam a um residente fichas de jogo, em troca de 105 mil dólares de Hong Kong, que foram depositados numa conta bancária.

Depois disso, o residente dirigiu-se com um dos suspeitos a uma sala VIP e descobriu que eram falsificadas. O indivíduo ainda tentou fugir, porém, o residente começou a gritar, tendo alertado a equipa de segurança, que conseguiu interceptar o suspeito.

Sob custódia policial, o detido não quis entregar os documentos e terá utilizado outro nome, tendo as autoridades descoberto mais tarde a verdadeira identidade, através da análise das impressões digitais.

De acordo com os registos, o indivíduo estava proibido de entrar no território.