“Twin Islands”
“Twin Islands”

O “Sound & Image Challenge” anunciou ontem a selecção final de 16 animações em competição para a edição do festival deste ano, a decorrer no início de Dezembro
O Festival “Sound & Image Challenge” vai regressar entre os dias 5 e 10 de Dezembro, mas até lá estão a ser anunciadas as listas finais de concorrentes das diversas categorias. Depois dos oito documentários seleccionados, é a vez das animações, 16 ao todo e provenientes de diferentes partes do mundo.

Do Oriente concorrem “Fundamental”, de Shih Chieh Chiu, artista de Taiwan, e “Revelation – the City of Haze”, do chinês Qichao Mao. O primeiro centra-se na ideia de fundamentalismo religioso e de um rapaz que um dia tem coragem para sair da comunidade onde cresceu. No segundo, o foco está em Mai um jovem que sofreu um colapso depois da morte da mãe e é resgatado do lixo por uma rapariga.

O Irão concorre com três filmes. “Polychrome”, de Negareh Halimi, é uma animação musical, “Icky”, da autoria de Parastoo Cardgar, está centrado num rapaz diferente de todos os outros no seu mundo, pois a sua cabeça não é um cubo de Rubik, e por último Amin Malakootikhah traz “I’m Not Alone!”.

Ishan Shukla, da Índia, apresenta “Schirkoa”, obra focada nas escolhas difíceis da vida, entre o amor, a carreira política e bordéis.

Já da Europa existem quatro obras em competição e uma colaboração de raiz espanhola. “Afterwork”, de Luis Uson, é fruto de uma cooperação entre Espanha, Equador e Peru que retrata a vida humana presa na rotina de trabalho do dia a dia.

De Espanha, o público poderá ver “Down by Love”, de José Corral, que conta a história de Martín um rapaz sem escrúpulos que nunca se preocupou com ninguém até ao momento em que Irina, uma jovem russa, surge no seu caminho.

Manon Sailly, Charlotte Sarfatti, Christine Baudoin, Lara Cochete, Raphaël Huot e Fanny Teisson apresentam “Twin Islands” cujos habitantes seguem um culto à simetria.

“Night Spinning”, de Yi Luo, representa a Alemanha, com a história de Eva e a sua paixoneta pelo melhor amigo. Mais a norte, do dinamarquês Johan Oettinger e do lituano Urte Oettinger, surge “Ragnarok”.

Alzbeta Buresova, da República Checa, e o seu “Modulátorie” apresentam uma comédia maliciosa sobre o que acontece quando uma sombra não quer ser mais sombra.

Da América do Norte, chegam quatro animações, três americanas e uma canadiana. “Monster”, de Montana Hall, “Adam”, de Evelyn Jane Ross, “Muco”, de Julie Oliveira e “Late Night”, de Kodai Yanagawa, respectivamente.