Prémios Stanley Ho foram entregues a três artistas de Macau, Hong Kong e Continente

Na cerimónia de atribuição do Prémio de Arte Stanley Ho, Sabrina Ho disse pretender “criar uma plataforma” onde os artistas possam expor os seus trabalhos tendo como objectivo final contribuir para o desenvolvimento a longo prazo da arte local. A competição de artes plásticas que nesta edição contou com 130 participantes poderá alargar-se a áreas como as artes multimédia ou performativas, adiantou

 

Inês Almeida

 

A entrega do Prémio de Arte Stanley Ho juntou no Clube Militar de Macau artistas, representantes de galerias de arte e coleccionadores privados, um dos objectivos traçados por Sabrina Ho, directora executiva da “Chiu Yeng Culture”, organizadora do evento.

“Os artistas jovens ainda não são muito promovidos em Macau apesar do trabalho que desenvolvem. E se queremos desenvolver a arte a longo prazo, não basta chamar pessoas para as exposições ou incentivá-las a comprar peças”, frisou a filha de Stanley Ho e Angela Leong.

“Temos que criar uma plataforma para que os artistas conheçam donos de galerias e coleccionadores privados”, acrescentou, sublinhando que o seu papel passa, então, pela intermediação ao apresentar os trabalhos dos artistas a potenciais interessados. De acordo com Sabrina Ho, alguns dos compradores entraram mesmo em contacto com artistas locais.

No seu discurso de abertura da cerimónia, Sabrina Ho destacou a intenção de tornar os prémios numa plataforma de arte e numa oportunidade para o “intercâmbio artístico”.

Dos 130 candidatos ao prémio Stanley Ho, foram seleccionadas 60 peças expostas publicamente em  quartos do Hotel Regency, 70% das quais acabaram por ser vendidas. A competição abarcava candidatos de Macau, Hong Kong, Pequim, Xangai e Taiwan.

A competição em causa foi o primeiro grande projecto da “Chiu Yeng Culture”. “No futuro esperamos envolver-nos com outro tipo de artes, não apenas as plásticas, mas também multimédia ou performativas. Queremos promover mais actividades artísticas, mesmo a nível da educação para arte. Queremos fazer mais”, assegurou Sabrina Ho. A aposta na educação virada para as artes está também em cima da mesa.

O interesse por projectos deste género parte de uma forte ligação às artes, explicou Sabrina Ho, que estuda arte, apreciando sobretudo a arte chinesa.

Nick Tai foi o vencedor da competição da RAEM, com peças de mobiliário que lhe valeram um prémio de 20.000 patacas.