A inauguração de dois casinos na segunda metade de 2016 motivou um aumento de 10% nas rotas de “shuttle bus” e de 4,9% no número total desses autocarros, face a Agosto de 2015. Apesar disso, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego garante que o número de “shuttle bus” sofreu uma redução anual de 6,6%

 

Rima Cui

 

Actualmente, 467 “shuttle bus” distribuídos por 65 rotas encontram-se em circulação em Macau, segundo revelou a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU.

Estes dados reflectem um aumento de 4,9% no número total de veículos e de 10% nas rotas, em comparação com dados de Agosto de 2016, altura em que o organismo disse a este jornal que existiam 59 rotas e 445 “shuttle bus”.

A DSAT explicou que o “acréscimo ligeiro” de 22 “shuttle bus” e seis rotas em meio ano, desde a abertura dos casinos Wynn Palace e Parisian, se deve à necessidade de manter a capacidade de transporte de que o sector de jogo precisa.

Mesmo assim, o organismo destaca que no espaço de um ano, entre Janeiro de 2016 e 2017, verificou-se uma diminuição de 6,6% no número dos autocarros dos casinos.

Em relação às rotas, dados anteriores apontavam para a existência em Dezembro de 2015 de um total de 71 rotas de “shuttle bus”, 17 das quais foram cortadas até Julho de 2016. No entanto, a inauguração de novos casinos conduziu posteriormente a um acréscimo de 11 rotas.

O organismo assegurou que vai continuar a reforçar a comunicação com as operadoras de jogo, encorajando-as a lançar mais “rotas em conjunto”.

A DSAT pretende ainda continuar a incentivar as concessionárias a cooperar para a diminuição das rotas directas em troca de trajectos comuns com diferentes paragens. Isto para que o número de veículos seja controlado dentro do razoável e servindo simultaneamente para libertar mais recursos viários, aliviando a pressão no tráfego.

Recordando que, em Junho de 2015, lançou uma rota exclusiva entre os casinos da Sands, Galaxy e Melco Crown no COTAI, o organismo apontou ainda que em Dezembro do mesmo ano, a Wynn e a MGM também fundiram as carreiras de ligação às Portas do Cerco.

Por outro lado, e apesar das queixas de elevada confusão nas proximidades do Grand Emperor Hotel, que passou a ser um ponto de tomada e largada de passageiros dos autocarros da Wynn e da Melco Crown, a DSAT defendeu a medida, salientando que está a aliviar o trânsito na Avenida de Dr. Mário Soares, Rua do Dr. Pedro José Lobo e Avenida do Infante Dom Henrique.

As autoridades garantem que vão acompanhar o funcionamento dessa paragem, podendo vir a fazer mais alterações. Como existem três rotas a usar simultaneamente o mesmo espaço, o passeio para peões foi alvo de melhorias e tem instalações de fila de espera.

 

Terminal das Portas do Cerco

sem condições para melhorar

Noutro âmbito e em resposta ao deputado Zheng Anting, a DSAT adiantou que a conclusão dos trabalhos de design sobre o projecto da melhoria do terminal subterrâneo das Portas do Cerco poderá acontecer este ano, depois de terem sido iniciados em meados de 2016.

Zheng Anting tinha acusado o Governo de inacção no plano de reorganização do ambiente da zona das Portas do Cerco, que se encontra desactualizado face ao panorama actual.

Quanto ao projecto, a DSAT salientou ser necessário ponderar “recursos terrestres, a deslocação de instalações originais para outro ponto e ainda a agenda de trabalho do Governo”. Ou seja, quando o Comando da Unidade Táctica de Intervenção da Polícia deixar as instalações partilhadas com os “shuttle-bus” é que poderão registar-se avanços no plano de reorganização do terminal de autocarros das Portas do Cerco. No entanto, tal continua sem um calendário.

 

Nova Era registou quebra de 27%

nos acidentes com autocarros

O número de acidentes com autocarros da Nova Era envolvendo feridos diminuiu 27% em 2016, comparativamente ao ano anterior, segundo a transportadora. A empresa frisou ainda que não se registaram acidentes com feridos graves. A melhoria foi atribuída ao aumento da consciência de segurança dos condutores. Em 2016, a Macau Nova Era contabilizou um total de 77 milhões de passageiros e 1,5 milhões de viagens, números que traduzem subidas anuais de 5,9% e 7,2%, respectivamente. A empresa espera que a taxa de acidentes diminua 10% este ano.