Ricardo Pinto diz que “não existe qualquer sombra que paire” sobre o futuro da Livraria

A editora “Praia Grande Edições” está interessada em continuar a gerir a Livraria Portuguesa, cuja concessão termina no próximo ano. O espaço, que assinala esta semana o 30º aniversário, tem condições para continuar a existir por “muitos e bons anos”, defende Ricardo Pinto

 

André Jegundo

 

A concessão para a exploração da Livraria Portuguesa termina em Abril do próximo ano e o proprietário “Praia Grande Edições”, Ricardo Pinto, manifesta desde já o interesse da editora em continuar a gerir o projecto.

“Estamos empenhados no projecto e continuamos interessados na gestão da Livraria Portuguesa, mas não é uma decisão que nos caiba a nós. Estamos à espera que as entidades responsáveis comuniquem o que pretendem fazer”, afirma o proprietário da “Praia Grande Edições”, em declarações ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU.

A Livraria Portuguesa de Macau tem como principais accionistas o Instituto Português do Oriente (IPOR) e a Fundação Oriente, que atribuíram a actual concessão em 2011 e por um período de cinco anos.

Ricardo Pinto sublinha que só o facto de a Livraria Portuguesa continuar a existir ao fim de 30 anos é uma “vitória que deve ser assinalada”, ainda para mais porque “não existe qualquer sombra que paire sobre o seu futuro”. “Era uma aspiração da comunidade portuguesa e a Livraria Portuguesa tem condições para continuar por muitos e bons anos”, afirma.

Na próxima quinta-feira assinala-se o 30º aniversário da Livraria com o lançamento de um livro sobre os restaurantes portugueses de Macau: “Saboroso: Cozinha Portuguesa e Macaense em Macau” é uma publicação trilingue da autoria de Nuno Mendonça e Carmo Correia.

No dia da apresentação do livro alguns dos “chefs” dos restaurantes mencionados do livro vão marcar presença na sessão onde também poderão ser degustados alguns dos pratos emblemáticos dos estabelecimentos.

Na mesma ocasião é esperada a presença de algumas pessoas que fizeram parte da história de 30 anos da Livraria Portuguesa, incluindo Jorge Morbey, antigo presidente do Instituto Cultural.

“Infelizmente não poderá ser uma sessão aberta ao público em geral pela exiguidade do espaço mas não obsta que, na medida do possível, possamos acolher algumas pessoas que queiram aparecer”, acrescenta. A sessão acontecerá na próxima quinta-feira, às 17 horas.

O concurso para a concessão da exploração da Livraria Portuguesa foi lançado pelo Instituto Português do Oriente (IPOR) ainda em 2010. Apesar do interesse manifestado por várias empresas, apenas a Praia Grande Edições, que publica o jornal Ponto Final e a revista Macau Closer e é propriedade do jornalista Ricardo Pinto, manifestou interesse na concessão.