O presidente da Associação Económica entende que o sucesso da resposta a uma nova catástrofe natural da dimensão do tufão “Hato” depende da cooperação regional, nomeadamente com o Continente

 

A passagem do tufão “Hato” pela RAEM inundou 29% do território e estima-se que as águas tenham subido até aos 5,5 metros no Porto Interior e as consequências da tempestade levaram o Governo a equacionar dois planos para evitar que as inundações se repitam: um a curto prazo que passa pelo aumento do dique em torno do Porto, e outro mais alargado, que prevê a construção de uma barragem.

“Quando construirmos a comporta precisamos de cooperar com a Província de Guangdong, sem isso, é impossível construir ou gerir nas suas áreas de governação”, disse o presidente da Associação Económica de Macau. Joey Lao falava à margem do “Seminário sobre a construção da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong- Macau” (ver última).

A abordagem “é sobretudo na vertente da cooperação económica regional” e “não sobre o impacto negativo para a economia”, esclareceu Joey Lao. No que respeita ao fornecimento de electricidade, também afectado pela passagem do “Hato”, o mesmo responsável considerou que “devem ser estabelecidos acordos para haver um ou dois canais de “back-up” para garantir o fornecimento” em caso de crise.

Por outro lado, atendendo à escassez de terrenos, Joey Lao considerou difícil alocar mais áreas para construir centrais e, assim, limitar a dependência da energia importava. “Se reservas mais terrenos para construir centrais eléctricas, como é que vais construir habitação pública? É preciso mais habitação, mais instalações sociais, precisamos de pensar sobre tudo isto e de chegar a um equilíbrio”, afirmou o dirigente associativo e deputado nomeado pelo Chefe do Executivo.

 

JTM com Lusa