Os organizadores da “Global Gaming Expo G2E Asia” esperam atrair 12.000 visitantes a um certame que volta a inovar. Em destaque estão três novos segmentos, entre os quais uma experiência exclusiva sobre resorts integrados e o lançamento de um guia online que sumariza as especificidades deste sector em 26 jurisdições

 

Catarina Almeida

 

A Global Gaming Expo Asia (G2E Asia) regressa ao Venetian Macau entre os dias 16 e 18 de Maio deste ano com novidades. No total, 180 expositores – um crescimento de 20% – dos quais 50 vão estrear-se no evento, irão participar na iniciativa que visa reunir operadores do sector. “O G2E Asia tem crescido muito rapidamente tendo, actualmente, alcançado 12.000 metros quadrados de espaço para exposição, ou seja, mais 21% face à edição anterior”, salientou Josephine Lee, vice-presidente da Reed Exhibitions Greater China, empresa que organiza a exposição.

Além disso, e porque o evento tem sido “promovido em toda a parte do mundo”, estão previstos 12.000 visitantes de 90 países e regiões, dos quais “30% são executivos-seniores”.

Para além de 13 companhias estreantes haverá três novos segmentos. O Pavilhão “Peças e Componentes” terá engenheiros, designers, directores de produção e outros profissionais especializados na indústria de produção de máquinas e equipamentos de jogo como público-alvo. Para Josephine Lee trata-se da “única plataforma asiática que se dedica exclusivamente” a esta vertente.

A “Experiência de Resorts Integrados” é outra novidade com vista a “ajudar os casinos e operadoras a manterem-se a par das novas tendências”. Segundo a organização trata-se do “primeiro evento a centralizar a fonte dos novos produtos, tecnologias e serviços que criam receitas e valores para o sector não-jogo”.

Para encerrar o capítulo dos novos segmentos foi também criada a plataforma “Futuros Líderes da Tecnologia”. Ao todo, 120 responsáveis por resorts integrados vão reunir-se com fornecedores e representantes governamentais para se “inspirarem e trocar ideias sobre soluções tecnológicas inovadoras criando e aumentando a eficácia deste sector dentro da grande indústria”.

O “Asia Gaming Awards” também regressa para a segunda edição. A cerimónia de entrega de prémios foi ontem apresentada pelo co-fundador e director administrativo da “Asia Gaming Brief”, Luís Pereira, relembrando que serão entregues os prémios de “Melhor Casino”, “Melhor Resort Integrado”, “Melhor Design”, “Melhor Serviço Online”, “Melhor Produtor de Mesas de Jogo”, entre outros.

 

Guia sobre o jogo

de 26 jurisdições

No “G2E Asia” deste ano será apresentado o primeiro “Guia Mundial Jurídico do Jogo”. Cobrindo 26 jurisdições trata-se de uma plataforma “online, de livre-acesso” com um formato “interactivo e comparativo”.

Este produto nasce da parceria entre a “Lex Mundi” – rede mundial de escritórios de advocacia independentes – e a firma de advogados “MdME”. Segundo Rui Pinto Proença, parceiro na MdME, o guia traça uma “visão geral” das “grandes questões em termos de legislação e regulamentação da indústria do jogo”. “É mesmo uma plataforma em que os clientes podem aceder a informação sumarizada” e que se torna “útil aos clientes que depois poderão contactar com as firmas das diferentes jurisdições para um aconselhamento mais pormenorizado”, acrescentou.

A plataforma foi concebida sob a lógica de perguntas frequentes. “As perguntas são as mesmas para todas as jurisdições e cada uma vai ter o seu capítulo, respondendo às mesmas perguntas de acordo com a jurisdição aplicável”, explicou Rui Pinto Proença.

O guia cobre jurisdições como Nevada, Macau, Singapura, Filipinas, Reino Unido e mesmo outras mais fortes ao nível online, como Malta. “Surgiu da necessidade dos nossos clientes, ou seja, de terem acompanhamento noutras jurisdições”, disse o responsável, apontando que “Macau é um centro de jogo na Ásia” e, por isso, desde o lançamento da prática de jogo (equipa de advogados especializados) pela MdME, em 2011, o escritório tem recebido “constantes pedidos dos clientes que pedem ajuda para entrar ou perceber como as coisas se passam noutras jurisdições no sudeste asiático”.

O convite da “Lex Mundi” foi apresentado em 2014 e, a partir daí, a necessidade de criar este guia foi quase “natural”. “A partir de agora temos ao nosso dispor uma rede com os maiores escritórios independentes do mundo, a maioria com muita experiência de jogo e isso permite que os clientes venham de Macau até nós e possamos coordenar através da Lex Mundi a assistência multi-jurisdicional em todos esses países”, vincou Rui Pinto Proença.

O Guia Mundial responde num grupo de 17 questões a temas como produtos de serviço de jogo, processo de licenciamento, regime fiscal, supervisão, criminalização de várias práticas, entre outras.