No primeiro trimestre deste ano, o preço médio por metro quadrado das fracções habitacionais transaccionadas aumentou 25% em termos anuais, indicam dados oficiais

 

Entre Janeiro e Março deste ano, foram transaccionadas na RAEM 3.337 fracções autónomas e lugares de estacionamento por 17,93 mil milhões de patacas reflectindo, respectivamente, descidas de 35% e 28,9% face ao trimestre anterior, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC).

No entanto, em termos de variação anual, os mesmos dados reflectem um encarecimento de 25% do preço médio das casas alienadas. Segundo a DSEC, o preço médio por metro quadrado das fracções autónomas fixou-se em 90.858 patacas entre Janeiro e Março, contra 72.955 no trimestre homólogo anterior.

Só no segmento da habitação, foram transaccionadas 2.313 fracções autónomas (-1.262, em termos trimestrais) por 13,61 mil milhões (-41,8%).

Refira-se que o número de transacções das fracções autónomas habitacionais de edifícios em construção baixou 69,3% para 306, em termos trimestrais, e o seu valor total caiu 68,5% para 3,08 mil milhões. Além disso, foram vendidas 2.007 fracções habitacionais já construídas reflectindo uma descida de 22,1%, na variação trimestral.

O preço médio por metro quadrado (área útil) das casas na Península de Macau (85.893 patacas) cresceu 4,1% em termos trimestrais, enquanto na Taipa (97.117) e Coloane (121.921) decresceram 8,7% e 0,9%, respectivamente.

Os dados oficiais revelam que foram vendidas mais fracções autónomas habitacionais na Baixa da Taipa (323), Novos Aterros da Areia Preta(218), Areia Preta e Iao Hon (173) e na Barra/Manduco (173) a preços médios por metro quadrado de 93.885, 100.344, 81.115 e 67.675, respectivamente.

Já o preço médio por metro quadrado das fracções industriais (56.248) cresceu 9,3%, em termos trimestrais, enquanto o das destinadas a escritório desceram 3,7%.

Até Março foram assinados 4.058 contratos de compra e venda, bem como 3.665 de crédito hipotecário, envolvendo 4.077 e 4.246 imóveis, respectivamente, que diminuíram 4,2% e 27%, respectivamente, face ao quarto trimestre de 2016.

No que concerne à construção privada, a área bruta de construção dos edifícios iniciados foi de 381 mil metros quadrados, equivalentes a 2.964 fracções autónomas (2.890 eram habitacionais) e a 1.752 lugares de estacionamento para automóveis.