Mais de 50 alunos da Universidade de São José receberam ontem um total de 69 bolsas oferecidas por 20 instituições e individualidades de Macau e avaliadas em mais de 746 mil patacas. Para Peter Stilwell, trata-se de um “sinal muito claro” que a “comunidade local apoio o ensino e os estudantes”
Catarina Almeida
O Seminário de São José foi o local escolhido para a cerimónia de entrega de 69 bolsas de estudo a 52 alunos de vários cursos da Universidade de São José (USJ). Ao todo, 20 instituições e individualidades do território distribuíram 746.600 patacas a alunos que obtiveram boas classificações em 2015/2016 bem como àqueles que têm dificuldades financeiras para ingressar no Ensino Superior.
Para o reitor da USJ, estes apoios representam um “sinal muito claro” que a “comunidade local apoia o ensino e os estudantes que têm boas classificações”. “É importante que os estudantes sintam este sinal de apoio, sejam os que têm competências como os que têm dificuldades financeiras para frequentar um curso como os nossos que têm propinas caras”, afirmou Peter Stilwell à margem da cerimónia.
Além disso, elogiou, “há um cultura local de apoio ao ensino que em Portugal, por exemplo, não encontrava tanto”. “Em Macau, é hábito vermos pequenas associações ou indivíduos isolados que dão uma ou mais bolsas”, acrescentou.
“É um óptimo sinal de interesse do sistema educativo e no perceber que os talentos que existem nas gerações mais novas precisam de ser apoiados pelas gerações que vão à frente”, indicou, destacando ainda que também é importante “que as pessoas respondam à sociedade que os apoiou enquanto faziam os seus estudos”.
A lista de instituições e individualidades que patrocinaram as bolsas integra o Banco da China, BNU, CEM, CESL Asia, CTM, International Ladies Club, Sands China, Fundação Macau, Galaxy Entertainment, Society od the Divine Word, Companhia de Parques de Macau, Fundação Henry Fok, Instituto de Acção Social, Torre de Macau, Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, Grupo Parry e ainda Jenny Kong, Kuan Vai Lam e Sio Wai Chu.
Segundo o reitor, a USJ conta actualmente com alunos de 50 nacionalidades, em parte devido à estratégia da instituição de dar enfoque ao uso do Inglês. “Um dos nichos que a USJ ocupa em Macau é o facto de usarmos Inglês como o meio para a maior parte dos nossos cursos e das nossas actividades, e como já mencionei, permite-nos atrair alunos de vários países”, frisou.
No entanto, assumiu, “estamos a enfrentar algumas dificuldades em Macau, sobretudo a quebra gradual do número de alunos do ensino secundário que depois seguem para estudos superiores”. Por isso, “a forma como podemos manter e atrair alunos locais é melhorar a qualidade do ensino, aumentar os critérios de ensino na USJ mas também dar sinais de apreciação e validação aos nossos estudantes”, concluiu Peter Stilwell.
Novo campus poderá ser usado em 2017
A mudança da Universidade de São José (USJ) para a Ilha Verde deverá acontecer no próximo ano lectivo, reiterou Peter Stilwell. “Temos uma certa margem porque não vamos deslocar os estudantes a meio de um semestre, e estou esperançado que possamos receber o campus a tempo da reorganização interna que temos de fazer para deslocar os serviços de modo a entrar em Setembro”, disse o reitor da USJ. O novo campus irá receber, em breve, o Corpo de Bombeiros para uma “espécie de pré-teste e ver se o equipamento está em condições”. “Isso é a condição essencial para que depois decorra a próxima avaliação feita pelas Obras Públicas que terá de ser agendada. Para isso, é necessário apresentar os chamados desenhos daquilo que de facto foi construído porque há sempre pequenas alterações ao que foi inicialmente licenciado pelas Obras Públicas”, apontou, prevendo que essa avaliação seja feita no início do próximo ano.



