O fotógrafo Gonçalo Lobo Pinheiro vai apresentar 50 das 300 fotografias patentes no livro “Macau 5.0”, pela primeira vez, em Portugal. As imagens são “uma súmula da Macau contemporânea” para quem não conhece

 

Inês Almeida

 

A intenção de expor em Portugal e, concretamente, em Lisboa, é já antiga mas só este ano vai ser concretizada, frisou Gonçalo Lobo Pinheiro que vai apresentar 50 fotografias da colecção “Macau 5.0” na livraria “Ler devagar” da LX Factory na capital portuguesa.

“Isto começou em 2016. Normalmente, Lisboa é um sítio com muitas exposições, muita coisa a acontecer. Se falarmos em 2016, dizem logo que em 2017 está tudo cheio, e foi o que aconteceu. Marcámos para 2018. Entretanto houve duas ou três galerias com interesse e pareceu-me que a livraria na LX Factory seria a melhor opção, até porque tinha interesse em ficar com o meu livro à venda”, explicou o fotógrafo à TRIBUNA DE MACAU.

O primeiro contacto com esta livraria tinha em vista a apresentação de outra exposição, no entanto, o facto de Gonçalo Lobo Pinheiro residir em Macau chamou a atenção. “Fomos ajustando as coisas, tentando ver qual é a melhor data, até porque teria de estar presente”. Assim, a inauguração da mostra ficou agendada para 4 de Julho e ficará patente até ao dia 29.

Questionado sobre a reacção que espera do público português, Gonçalo Lobo Pinheiro espera apenas que “as pessoas fiquem com uma noção de Macau, não muito profunda, mas do que é a Macau contemporânea, do que existe ou não”. “Apesar das fotografias terem três anos, as coisas estão mais ou menos iguais ao que foi retratado. As pessoas ficam com uma certa noção. Quero que as pessoas vejam este pedacinho de Macau, bem de longe”.

As imagens que vão ser apresentadas “não são nem mais nem menos do que uma súmula da Macau contemporânea”. “Foram tiradas entre 2010 e 2015 e, portanto, é um bocado aquilo que é a Macau actual, as pessoas, os poucos negócios tradicionais que ainda existem, os turistas, os monumentos. É um álbum”, sublinhou o fotógrafo.