Embora tenha admitido que “vale a pena” estudar o caso dos pequenos-almoços oferecidos no dia das eleições, envolvendo a sua lista, Ho Ion Sang frisou que muitos centros de convívio costumam oferecer lanches simples a idosos quando realizam actividades. Para o deputado, é preciso haver uma definição clara sobre a neutralidade das associações financiadas pelo Governo durante as eleições

 

Rima Cui

 

Ho Ion Sang, deputado reeleito por via directa, concordou que as associações financiadas pelo Governo devem estar sujeitas à supervisão, depois de um ouvinte do programa “Ou Mun Tin Toi” se ter queixado de que o público não consegue fiscalizar a utilização de fundos públicos por essas entidades.

Como líder da União Geral das Associações dos Moradores, e a título de exemplo, referiu que todos os projectos financiados pelo Governo implicam a entrega de relatórios de despesas. Por isso, a partir de 2007, a organização começou a disponibilizar na internet os relatórios de trabalho anuais e de despesas para facilitar a supervisão pública.

Sobre a questão das associações financiadas pelo Executivo deverem ser neutras nas eleições, Ho Ion Sang alertou para a necessidade do Governo esclarecer a definição de “neutralidade” e as formas de implementação. Na sua perspectiva, as autoridades devem rever a questão consoante a realidade concreta de Macau, devendo chegar-se a um consenso entre os cidadãos, para depois se alterar a Lei Eleitoral.

Relativamente ao caso dos pequenos-almoços no dia das eleições, Ho Ion Sang referiu que muitos centros de convívio costumam oferecer serviços diferentes aos idosos, incluindo lanches simples durante a realização de actividades. No entanto, reconheceu, “vale a pena rever o assunto depois das eleições, para garantir eleições limpas e justas no futuro”.

Noutro âmbito, o deputado disse encarar o estudo sobre a procura de habitação pública (2016-2026) como “meros dados”. Apesar disso, considerando que o relatório revela o problema fundamental de “zero oferta” da habitação pública nos próximos cinco anos, instou o Governo a ultrapassar esta dificuldade, aproveitando nos próximos cinco anos os terrenos retomados para aumentar a oferta de casas públicas.