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A “Macau Fair 2014”, que se realizou em Ontário, no Canadá, foi um sucesso em todos os aspectos, segundo a organização. Cerca de 400 pessoas juntaram-se para celebrar algumas das tradições macaenses, como a gastronomia, o patuá ou as danças tradicionais chinesas

 

Pedro André Santos

 

20140903-10cO Macau Club e a Casa de Macau em Toronto organizaram na cidade de Richmond Hill, em Ontário, no Canadá, a “Macau Fair 2014” com uma exposição de pinturas de artistas de Macau. A iniciativa, que serviu também para promover a cultura macaense, através da gastronomia e do patuá, contou com a participação de centenas de convidados, incluindo o “mayor’ de Richmond Hill, respectivos conselheiros, e do cônsul-geral da República Popular da China em Toronto.

20140903-17c“O número de visitantes foi superior ao que planeámos e atingiu quase 400. Conseguimos dar a conhecer aos visitantes que Macau, para além dos casinos, tem uma gastronomia rica, única e gostosa, que é o resultado da fusão de 400 anos de cozinha local com a da Índia, Malásia e a chinesa”, disse ao JTM Carlos de Lemos.

O presidente da Casa de Macau em Toronto destacou a promoção do patuá “através de canções e peça musical que acharam muito interessante”, que provocou momentos de dança entre os participantes. Carlos de Lemos referiu ainda que o evento contou com cobertura televisiva local, e que os organizadores receberam vários pedidos de adesão como membros da Casa de Macau em Toronto.

20140903-18cConforme o que presenciei e os contactos que tive com os convidados, houve interesse na nossa cultura, porque muitos não tinham assim grande conhecimento de Macau além de ser uma cidade de casinos. Acho que este evento foi muito bom porque abriu-lhes a porta para experimentarem a deliciosa culinária macaense e ouviram, pela primeira vez, canções em patuá”, salientou o responsável.

O grupo musical amador macaense “Os Ecos de Macau” brindou os presentes com várias canções em patuá, como “Aqui Bobo”, “Assi Sã Macau, “Nhum Careca”, “Titi Bita di Lilau”, e canções portuguesas como “Bailinho da Madeira” ou “Malhão Malhão”.

A organização da “Macau Fair 2014” contou com a colaboração da Fundação Macau e do Instituto Internacional de Macau.

 

Aproximar jovens

da cultura macaense

20140903-19cA Casa de Macau em Toronto conta actualmente com 253 associados, um número com tendência para diminuir dado que “muitos membros já têm idade avançada”. Desta forma, torna-se fundamental cativar jovens para conhecerem a cultura macaense, mas não será uma tarefa fácil. “O maior desafio que temos é atrair os jovens para as nossas actividades, e não é por falta de vontade dos pais, avós ou dos dirigentes da Casa de Macau”, referiu Carlos de Lemos.

De acordo com o responsável, “o número dos jovens é pequeno porque os casais macaenses imigrantes têm em geral um ou dois filhos. Os que cá nasceram, em geral, não falam português e não sentem assim uma forte ligação com Macau”, lamentou.

Como forma de contrariar esse aspecto, a Casa de Macau em Toronto tenta envolver os jovens com várias actividades, como a realização de um “Youth Day”.