Lixo “depositado” no ATM – I

Para que os utilizadores das ATM possam deitar fora os recibos que considerem desnecessários, foram instalados recipientes junto a muitas máquinas para receber exclusivamente esses papéis. Por norma, as ranhuras são muito apertadas, não cabendo sequer a mão de um adulto. Ainda assim, há pessoas muito criativas e, aparentemente, o “design” não as impede de ali deixar outro tipo de resíduos, mesmo quando a escassos metros há um caixote do lixo adequado para os depositar.

 

Lixo “depositado” no ATM – II

Num destes “caixotes do lixo” dos ATM, perto do Hospital Kiang Wu, quando a responsável por esvaziar o recipiente retirou o saco caíram de lá mais do que talões, vendo-se objectos como máscaras, caixas, pacotes de batatas fritas do McDonald’s, embalagens de petiscos e até pastilhas já duras. Se as ranhuras fossem maiores, talvez Macau precisasse de um aterro sanitário específico para o lixo deixado junto às mais de mil máquinas ATM existentes…

 

BBC vida selvagem… em Macau – I

Tem quatro patas e uma cauda que parece abanar, mas dificilmente vai querer acolher em casa o novo animal que anda à solta por Macau. A exposição pré-histórica no “Studio City” parece ter atraído o dinossauro que estava no Centro de Ciência e que anda agora pelas ruas à procura dos seus amigos e familiares. É vermelho, de tamanho considerável e com uma caixa torácica que promete acordar os mais dorminhocos com rugidos do outro mundo.

 

BBC vida selvagem… em Macau – II

A criatura foi avistada por viajantes nos autocarros de Macau, que no meio do susto devem ter chamado reforços, visto que foi apanhada por redes. Apesar disso, as nossas fontes não confirmaram se o dinossauro conseguiu escapar ao encontro. Se o vir perdido, não tenha medo. Dê-lhe qualquer coisa para comer e perder o apetite, tire uma “selfie” enquanto lhe aperta a pata, e encaminhe-o para o COTAI.

 

Ora dá cá aquele coco – I

Numa altura em que a sociedade discute os prós e contras da proposta do Governo para aumentar as tarifas dos autocarros, com fundamentos de uma quase garantida discriminação dos não-residentes, a companhia “Macau Pass” lançou uma campanha um tanto ou quanto original, associando-se a uma marca de venda de cocos.

 

Ora dá cá aquele coco – II

Em termos concretos, até 30 de Janeiro, será possível utilizar o cartão para comprar cupões de cocos no espaço “Kuokkei” a partir de 9,9 patacas. Esta iniciativa, segundo apanigua a empresa na sua página do Facebook, será “boa para os bairros”, onde se podem encontrar estes frutos à venda. Assim, seja um coco verde, “jovem” ou seco”, só haverá vantagens em usar o cartão através do sistema de pagamentos “MacauPay”, usufruindo de um desconto que reduz o preço para 6,5 patacas por unidade.

 

Ora dá cá aquele coco – III

Esta é, de resto, uma campanha que vai ao encontro dos planos de marketing anunciados pela empresa no ano passado. Na altura, a “Macau Pass” lançou concursos que permitiam à população enviar sugestões sobre as possíveis utilizações para o cartão da empresa na próxima década e designs alternativos.

 

Em Abril de 1987, o governador Pinto Machado presidiu à inauguração oficial da “Hovione-Macau”- Sociedade Química Lda, cujas instalações tinham iniciado operações em Novembro do ano anterior. Erguida em tempo recorde nas antigas instalações da fábrica de panchões Him Un Iec Kei Chan, a fábrica do grupo farmacêutico português implicou um investimento de 30 milhões de patacas. A cerimónia contou ainda com a presença do então presidente da Hovione, Ivan Villax.

 

Robot colmata falta

de trabalhadores – I

A “China Travel Service” apresentou um robot recepcionista para hotéis, em substituição do ser humano. O robot consegue fazer o reconhecimento facial dos clientes e executar as tarefas de “check-in” e “check-out”. Como trabalham muito, não se queixam e não é preciso pagar-lhes, os robots vão certamente ao encontro dos desejos mais íntimos dos patrões. Quiçá, num futuro distante, Macau poderá assim deixar de ser uma terra onde reinam as queixas por falta de mão-de-obra e contra os não-residentes.

 

Robot colmata

falta de trabalhadores – II

Mas, muitas vezes, a resolução de um problema abre portas a outros. A utilização de programas de reconhecimento facial exige elevado cuidado com o tratamento dos dados pessoais, sobretudo porque a face das pessoas é utilizada hoje em dia como “password” de acesso a determinadas aplicações. Na China, pode-se pagar a conta na cadeia de “fast-food” KFC através de um scan facial, com o débito a ser feito directamente na conta bancária do cliente. Segundo a “China Travel Service”, estes robots podem entrar em funcionamento no corrente ano.

 

Publicidade no lugar errado – I

Depois de Macau ter integrado a Rede de Cidades Criativas da UNESCO no ramo da Gastronomia, os restaurantes locais começaram a receber mais atenção, desde os mais conceituados e detentores de estrelas Michelin aos mais tradicionais. A publicidade e promoção da gastronomia, em Macau ou lá fora, tornou-se uma preocupação cada vez maior.

 

Publicidade no lugar errado – II

Nos “jetfoils” que ligam Macau a Hong Kong, na televisão, nos autocarros públicos e até pelas ruas, um pouco por todo o lado, não faltam anúncios promocionais aos restaurantes locais. No entanto, nem todos ficam bem posicionados, conforme constatou a equipa do FONTE LIMPA.

 

Publicidade no lugar errado – III

Na Travessa dos Anjos, a caminho da Rua do Campo, encontrámos uma pessoa a segurar uma tabuleta chamando a atenção para um restaurante que abriu nas imediações. Porém, por erro ou desatenção no posicionamento da responsável pela acção publicitária, o resultado acabou por ser o oposto do desejado.

 

Publicidade no lugar errado – IV

Em vez da seta da tabuleta indicar o caminho para a porta do estabelecimento, apontava para um caixote do lixo logo ao seu lado. Qualquer transeunte não precisaria de ler muito nas entrelinhas para ficar com uma ideia errada do espaço ou, pelo menos, bem distinta da mensagem positiva que a publicidade deve transmitir.

 

Porquê? Pergunta

um cidadão ao IACM – I

Passear, levar as crianças a brincar, ler, apanhar sol e vitamina D nos bancos são algumas das funções das zonas de lazer. Para alguns, também significa poder passear e brincar com os seus animais de estimação nesses espaços de lazer, até porque são poucas as áreas disponíveis em Macau para esse efeito.

 

Porquê? Pergunta

um cidadão ao IACM – II

No entanto, na área de lazer dos Jardins do Oceano foi colocado um sinal pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) proibindo a entrada de animais nessa zona, normalmente frequentada por famílias e crianças. Insatisfeito com a proibição, um cidadão escreveu no sinal “porquê?”, procurando uma justificação que possivelmente não receberá.

 

Candeeiro que nasce torto

nunca se endireita? – I

Macau é uma terra onde a construção sofre de problemas estruturais, apesar do sector encher bem alguns bolsos. Basta olhar por exemplo para o Edifício do Lago (habitação pública) onde a queda de azulejos criou dificuldades de acesso aos moradores e perigos para a circulação. Quedas de tijolos, infiltrações e ferrugem nos canos são outras das queixas de residentes em edifícios de habitação pública.

 

Candeeiro que nasce torto

nunca se endireita? – II

No entanto, os problemas também se alastram ao sector privado. FONTE LIMPA encontrou um desses exemplos no complexo “Windsor Arch”, onde o candeeiro da parede exterior do imponente bloco de apartamentos já não se encontra na devida posição vertical, mas de lado. Quem por ali passa será assolado pela dúvida: será que vai rodando aos bocadinhos até se desprender e cair ao chão ou na cabeça de alguém?

 

Arte do improviso – I

Sem qualquer fase de ajustamento, o frio e a chuva abateram-se sobre Macau depois de períodos de tempo ameno e, por vezes, até soalheiro. Esse fenómeno trazido por ventos do Norte levou a que a população tivesse rapidamente de se adaptar às novas condições atmosféricas, tirando do armário casacos mais quentes, luvas, cachecóis, gorros e qualquer outro tipo de agasalhos.

 

Arte do improviso – II

No entanto, a par do frio veio também a chuva, ainda mais repentina, fazendo com que, por vezes, os residentes tenham de recorrer à arte do improviso para se proteger. Foi o que fez uma senhora que se encontrava nas imediações do Banco Nacional Ultramarino quando começou a chover torrencialmente. Desprovida de guarda-chuva, quando o tempo mudou subitamente, retirou o conteúdo de um saco de plástico que transportava e apressou-se a colocá-lo sobre a cabeça. Pragmatismo com imaginação…