Mau “cartão de visita” no provisório que nunca mais acaba – I

Para quem ainda tiver dúvidas sobre o longo caminho a percorrer por forma a dar algum sentido ao slogan do “Centro Mundial de Turismo e Lazer”, DE FONTE LIMPA recomenda uma visita ao Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa. Na bagagem, deve levar doses abundantes de paciência e compreensão, porque a missão é demorada, ainda que simples e trivial.

 

Mau “cartão de visita” no provisório que nunca mais acaba – II

Afinal, também é isso que se pede às vagas de turistas e residentes que entram na RAEM pelo terminal instalado no Pac On, que após ter sido inaugurado em Outubro de 2007 se arrisca a ostentar o título de infra-estrutura provisória mais longeva do mundo. O apelo à paciência é notório na zona de recolha de bagagens, paradigmática de um mau “cartão de visita”.

 

Mau “cartão de visita” no provisório que nunca mais acaba – III

Na ausência de um tapete rolante, onde poderiam recolher as malas à medida que chegam do “ferry”, como sucede em qualquer terminal digno desse nome, os passageiros são “convidados” a pôr a conversa em dia enquanto (des)esperam pelo fim do trabalho dos bagageiros. E, como se não bastasse, a etapa seguinte é ainda mais inefável: são recomendados a ir buscar as bagagens pessoa a pessoa, o que nem sempre acontece originando amontoados de onde surgem pequenos conflitos…

 

Mau “cartão de visita” no provisório que nunca mais acaba – IV

Se, após uma década de operações, a estrutura provisória revela falhas desta natureza, talvez se percebam melhor os motivos dos sucessivos atrasos e complicações do terminal definitivo, cujas primeiras obras foram adjudicadas em 2005 e deveriam ter terminado em pouco mais de um ano, antes do Governo decidir ampliar o projecto. Se tudo correr bem, abrirá finalmente neste trimestre e, pelo menos, terá tapetes rolantes…

 

As “multifunções” do “tapau” – I

Não é preciso viver em Macau há muito tempo para conhecer a “cultura” dos “tapaus”, uma forma prática de levar almoços ou jantares para casa ou qualquer outro lugar. E, como DE FONTE LIMPA presenciou, parece que os “tapaus”, especialmente depois de utilizados, também têm outras funcionalidades.

 

As “multifunções” do “tapau” – II

Na zona de estacionamento do Tribunal de Última Instância, não faltam lugares mesmo em dias de julgamento, porém, há quem tenha medo de perder o lugar e para evitar aborrecimentos decida “marcar terreno” com um “tapau”. Embora ganhe o lugar, perderia sempre pontos em qualquer avaliação dos princípios ecológicos, ou não fosse a reciclagem um dos “pontos negros” do ambiente no território…

 

Conduzir “à patrão” – I

Por vezes, é necessário puxar ao máximo pela imaginação para tentar compreender como é que determinados condutores ficaram habilitados a guiar um automóvel, face ao elevado desrespeito que mostram pelo Código da Estrada. Ignorando desde logo que, para uma condução segura, também importa pensar nos outros, ainda há quem não se contente com os disparates nas estradas e decida utilizar espaços pedonais para cumprir estranhas vontades.

 

Conduzir “à patrão” – II

Como demonstra esta fotografia, um condutor terá achado perfeitamente normal aventurar-se pela Praça do Tap Seac, “esquecendo-se” que ao invadir uma zona reservada a peões estava a acrescentar o factor perigo ao acto ilícito. DE FONTE LIMPA não conseguiu apurar o objectivo deste “ás do volante”, nomeadamente se estaria confuso, enganado no caminho, ou simplesmente queria levar para casa o prémio do “condutor à patrão”.

 

No dia em que se assinala o 25º aniversário do falecimento de Carlos d’Assumpção, então Presidente da Assembleia Legislativa, fomos ao nosso Baú de Recordações retirar uma imagem das exéquias que se revestiram de grande dignidade e tiveram enorme participação popular. Após uma missa solene transmitida em directo pela televisão, os sinos de todas as igrejas de Macau dobraram quando a urna saiu da Sé rumo ao cemitério, onde uma multidão silenciosa prestou merecida homenagem ao líder da comunidade macaense.

 

Conforto e descontracção ao volante do autocarro – I

Ser motorista está a tornar-se uma profissão mais procurada devido às boas condições salariais propostas, flexibilidade de horários e possibilidade de cumprir horas extra. Além destas vantagens, também tem sido destacado o bom ambiente de trabalho, como DE FONTE LIMPA pôde comprovar numa viagem de autocarro, cujo motorista conduzia descalço, usando apenas meias.

 

Conforto e descontracção ao volante do autocarro – II

De facto, é crucial que o trabalhador se sinta bem e confortável durante o trabalho, até porque este tipo de condições contribui para aumentar o sentido de pertença à empresa e diminuir a vontade de trocar de emprego. Admite-se que o próximo passo seja permitir a condução em boxers e “t-shirt”, principalmente quando o calor apertar.

 

Uma raridade no estacionamento – I

Encontrar muitos lugares de estacionamento vagos em Macau é uma raridade, principalmente quando estão todos juntos, uns atrás dos outros. Esse fenómeno, quase tão incomum como quase alguns eclipses da Lua e do Sol, ocorreu recentemente no Jardim de São Francisco e causou grande surpresa a um dos fãs do grupo “Estradas de Macau” do Facebook.

 

Uma raridade do estacionamento – II

“Com tão poucos carros estacionados, parece que recuei 30 anos no tempo”, escreveu o incrédulo cidadão. Mas, tal como os eclipses, esta raridade deverá ter sido efémera, até porque como se verificou no feriado do Dia de Finados, muitos cidadãos estariam de visita aos cemitérios, escapando também à “enchente” de visitantes impulsionada por um fim-de-semana prolongado no Continente.

 

Boavista na “Bolinha” – I

Os fãs dos clubes portugueses de futebol vão passar a ter um aliciante extra para ir aos campos de Macau, mais propriamente ao D. Bosco, onde se disputa a “Bolinha”. É que o campeonato de futebol de sete, sempre tão popular, vai contar com a participação do Boavista Futebol Clube, formação criada recentemente e que irá disputar a segunda divisão. Apesar de ser um clube novo em Macau, o emblema presidido por Fernando Botelho é ambicioso e aponta mesmo aos lugares cimeiros da classificação.

 

Boavista na “Bolinha” – II

Como a tarefa não será fácil, a equipa já vai preparando cuidadosamente o plantel, que irá contar com jogadores das três principais divisões do futebol de 11 de Macau. Como motivação adicional os jogadores “axadrezados” irão usar uma camisola inspirada na histórica conquista do título de campeão de Portugal, na época de 2001/2002, com o cunho do designer local Miguel Botelho.

 

Boavista na “Bolinha” – III

Mas as aspirações do Boavista de Macau não se ficam por aqui. Apesar de ainda procurar patrocínios, o emblema de matriz portuguesa tem em vista a criação de equipas para outras modalidades para além do futebol, fomentando a prática do desporto na RAEM. Em relação às camisolas, o clube está também a estudar a possibilidade de serem vendidas ao público.

 

UM dá “cartão amarelo” aos fumadores – I

Acompanhando as políticas do Governo de combate ao tabagismo, a Universidade de Macau (UM) apenas instalou cinco zonas para fumadores em toda a área gigantesca do seu campus. Junto aos cinzeiros, uma linha amarela pintada no chão delimita a zona autorizada, que atendendo ao facto de ser relativamente pequena não deverá originar grandes “reuniões” por ali.

 

UM dá “cartão amarelo” aos fumadores – II

O aspecto mais insólito desta situação é que as autoridades escolares estão tão decididas a tornar a UM numa universidade sem fumo que até pintaram os cinzeiros com uma linha amarela. Resta saber se os estudantes e o pessoal respeitam a área limitada a amarelo ou se seguirão o exemplo dos taxistas, que param constantemente em linhas com a mesma tonalidade, apesar de ser proibido.