Detido terá emprestado dinheiro a 67 pessoas, durante quatro anos, incluindo vários taxistas
Detido terá emprestado dinheiro a 67 pessoas, durante quatro anos, incluindo vários taxistas

As autoridades policiais detiveram um residente que terá emprestado dinheiro com juros a mais de 60 pessoas, totalizando 3,3 milhões de patacas. O suspeito deverá ser acusado do crime de usura

 

Um residente, comerciante, foi ontem detido pela Polícia Judiciária (PJ) sob suspeitas da prática de usura. Segundo as autoridades, o homem terá emprestado dinheiro com juros entre os 10% a 12% desde 2013, totalizando cerca de 3,3 milhões de dólares de Hong Kong, a um total de 67 pessoas – incluindo residentes e cidadãos do Continente chinês, uma boa parte taxistas de profissão.

Durante a detenção, efectuada na casa do suspeito, foram encontradas 71 notas de débito, provando, nesta fase da investigação, os empréstimos concedidos pelo detido ao longo de quatro anos.

Além disso, as autoridades concluíram que os devedores eram ameaçados pelo suspeito caso não cumprissem com os pagamentos nos prazos estipulados. Tanto que, segundo indicou a PJ, um dos lesados foi ameaçado pelo residente com uma faca e com advertências de que iria avançar com o caso para tribunal se a dívida não fosse saldada.

O caso foi entregue ao Ministério Público que recebeu ainda outro suspeito, alegadamente o cúmplice do primeiro detido.

Noutro caso, no seguimento de uma investigação conduzida pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), os agentes encontraram uma homem da China Continental que terá concedido alojamento ilegal a três mulheres, também do Continente.

Durante os interrogatórios, o CPSP deparou-se com informações contraditórias já que uma das suspeitas garantiu não ter pago qualquer quantia pelo quarto, mas outra apontou para pagamentos de 7.000 dólares de Hong Kong e uma terceira afirmou ter-se comprometido em pagar 300 dólares de Hong Kong por dia.

Apesar de não ter encontrado qualquer indício que apontasse para um caso de prostituição, o CPSP encaminhou o caso para a Direcção dos Serviços de Turismo para apurar se está em causa a prática de alojamento ilegal.

 

Um caso de amor infeliz

Uma cidadã da China Continental acusou o ex-namorado de a ter burlado na ordem de 620 mil patacas. À Polícia Judiciária, a vítima alegou que conheceu o suspeito, natural de Taiwan, num casino em Maio deste ano e, algum tempo depois, assumiram uma relação amorosa.

Em Junho, o suspeito propôs à namorada que abrissem uma florista pedindo-lhe que avançasse com 500 dólares de Hong Kong. Todavia, depois de lhe ter transferido 620 mil patacas, a vítima nunca mais conseguiu falar com o seu “mais que tudo”.

Mas, quando regressava a Macau no dia 8, o suspeito foi interceptado pelas autoridades a quem negou a prática do crime. O caso está no MP e aguarda julgamento.

Por outro lado, dois homens da China Continental foram detidos no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco depois de terem sido acusados da prática de agiotagem. O caso aconteceu na segunda-feira, dia em que a vítima foi sequestrada num quarto de hotel pelos suspeitos que lhe emprestaram 100 mil dólares de Hong Kong para jogar.

Os agiotas exigiram a entrega de documentos pessoais, dois telemóveis, e devolução de 5.000 dólares por cada aposta ganha.

No entanto, a vítima acabou por perder tudo conseguindo devolver 50 mil dólares de Hong Kong. Assim, e após ter ficado sequestrado num quarto de hotel por um curto período de tempo, os suspeitos decidiram levar a vítima de volta para a China, para tentar receber o resto da dívida. Mas, quando passavam as Portas do Cerco, os suspeitos foram denunciados pela vítimas que chamaram a atenção aos agentes policiais que se encontravam no local.

O CPSP passou o caso à PJ que mais tarde descobriu que um dos sequestradores era também detentor de um passaporte falso, o que levou o MP a formalizar uma acusação de posse de documentos falsos, além de agiotagem.

 

R.P.